Patrão impede funcionário de entrar na empresa

O caso foi denunciado no Facebook depois de um colega de trabalho se ter apercebido que o homem passava os dias sentado à porta da empresa.

Patrão impede funcionário de entrar na empresa
Imagem: DN

Francisco Teixeira, comercial há 12 anos na Brunati Cafés, em Guimarães, denunciou ao DN que nos últimos meses tem tido muitos problemas com o patrão da empresa, razão pela qual está impedido de entrar na empresa onde trabalha.

“Nos últimos três dias estive à porta, mas isto já se iniciou no fim de maio”, disse, convicto de que o conflito estará relacionado com a outra atividade que desenvolve paralelamente, há 7 anos, enquanto proprietário de um negócio de compra e venda de equipamento de hotelaria – “Mas sempre com autorização do patrão”, assegurou à mesma fonte. “No fim de maio ele achou que isso já não era possível”, diz, explicando que o patrão lhe impôs a escolha entre uma ou outra atividade. Francisco Teixeira recusou escolher, até porque, garante, não havia motivos. “Nunca baixei os rendimentos, a produção”, alega.

Para acabar com o mau ambiente entre ambos, Francisco propôs ao patrão deixar de ser comercial da Brunati para passar a ser agente. Assim, continuaria a trabalhar para a empresa, mas por conta própria – ideia que o patrão terá recusado terminantemente.

Francisco Teixeira conta que foi ameaçado e que lhe foi pedido para entregar a lista de clientes a um colega e para se despedir. O funcionário terá recusado e feito denúncia na Autoridade das Condições de Trabalho (ACT). A partir daí, diz, só tinha acesso a uma sala da empresa, onde havia apenas mesas, cadeiras e uma máquina de café e onde estava proibido de fazer chamadas.

A 16 de junho, conforme conta, no mesmo dia em que a ACT foi à empresa, Francisco começou a trabalhar na rua. “Era colocado por um colega às 9h30 e só me iam buscar às 17h30, sem carro, sem telemóvel…”, relatou.

Confrontado pelos jornalistas com a situação, o patrão apenas disse que Francisco “usava a carrinha da Brunati para vender produtos dele”. Explicou ainda que não quer que Francisco utilize o telemóvel e acusa-o de “usar o telemóvel para filmar a atividade da Brunati e gravar as conversas dos colegas”. O patrão garantiu, no entanto, que não pretende despedir o funcionário. “Isso era o que ele queria, nunca despedi um funcionário na minha vida e não vai ser agora” reclamou.

 

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