Bruno de Carvalho quer despedir os observadores

O presidente do Sporting apresentou ontem onze medidas para melhorar a arbitragem. Algumas são bem polémicas.

Bruno de Carvalho quer despedir os observadores
“Acabar, pura e simplesmente, com os observadores"

Dar uma nova vida à arbitragem e ao futebol português: é este o objetivo do conjunto de onze medidas ontem anunciadas por Bruno de Carvalho, na sequência do recente clima de desconfiança entre clubes e árbitros.

Uma vez que “o futebol português necessita de se renovar e modernizar em todas as áreas”, o líder verde e branco revelou, na sua página de Facebook, as mudanças que considera de grande urgência. São onze propostas que, para Bruno de Carvalho, permitem avançar “para um futebol melhor, mais moderno e mais credível”.

Entre as medidas, destaque para a divulgação pública dos relatórios dos árbitros, para a divulgação dos critérios de nomeação e avaliação dos juízes das partidas e para o fim dos observadores ou sua substituição: “Acabar, pura e simplesmente, com os observadores, pois todos os jogos já são gravados, ou despedir todos os existentes e trazer novos sem vícios”.

Confira as 11 medidas sugeridas pelo presidente sportinguista:

“1. Iniciar já a divulgação pública dos relatórios dos árbitros (sem notas pois a UEFA não permite);
2. Iniciar já o vídeo árbitro;
3. Acabar, pura e simplesmente, com os observadores, pois todos os jogos já são gravados, ou despedir todos os existentes e trazer novos sem vícios;
4. Nomear os melhores árbitros para os melhores jogos. Os árbitros com menos experiência têm de a ganhar em jogos de menor dimensão;
5. Contacto regular com os clubes de forma global e individual;
6. Acabar com o discurso corporativista e sim iniciar um discurso moderno, aglutinador e que seja percetível para todos os amantes do futebol;
7. Voltar a penalizar com gravidade as situações de penáltis não assinalados ou mal assinalados, decisões erradas que viram esta época diminuído o seu peso na avaliação;
8. Permitir a humanização do árbitro não apenas pela filosofia de “errar é humano” mas de eles poderem reconhecer o erro publicamente;
9. Ter em atenção as posições públicas (plataformas digitais e afins) de cada árbitro e as suas exibições em cada jogo como critério a ter seriamente em conta nas nomeações;
10. Serem conhecidos publicamente os critérios de nomeação e de avaliação conforme compromisso assumido;
11. Exigir a verdadeira profissionalização dos árbitros, ou pelos menos um grupo deles, incluindo os assistentes, e não o que agora acontece em que os internacionais são apenas 8 mas não têm os assistentes (e serem conhecidos os critérios de atribuição do estatuto de internacional)”.

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