Estados Unidos abandonam a UNESCO

A maior potência económica e militar do mundo abandona, durante a administração Trump, a organização de coordenação internacional para a educação, ciência e cultura.

Estados Unidos abandonam a UNESCO
Imagem: Jornal de Negócios

Através de comunicado, os Estados Unidos da América notificaram a UNESCO, a organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, da intenção de deixarem de pertencer àquela organização.

“Depois de receber a notificação oficial pelo secretário de Estado, Sr. Rex Tillerson, enquanto directora-geral da UNESCO quero expressar que lamento profundamente a decisão dos Estados Unidos da América de se retirarem da UNESCO”, afirmou Irina Bokova citada pela Reuters, acrescentando: “A universalidade é essencial à missão da UNESCO para construir a paz e a segurança internacionais face ao ódio e à violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana”.

A saída torna-se efetiva no dia 31 de dezembro e acontece depois de várias decisões da agência cultural das Nações Unidas terem sido criticadas pela Casa Branca, que as considerou anti-Israel.

EUA-abandonam-a-UNESCO_CNN

“Esta decisão não foi tomada de ânimo leve e reflete as preocupações dos Estados Unidos com o aumento das dívidas na UNESCO, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o viés anti-Israel na UNESCO”, diz o comunicado norte-americano divulgado esta quinta-feira.

A UNESCO considera que a decisão de saída dos Estados Unidos representa uma perda “para a família das Nações Unidas e para o multilateralismo”. Recorde-se que esta é a segunda vez que os norte-americanos abandonam a organização. Já na década de 80 Washington se retirou, alegando má gestão e instrumentalização política. A readmissão só voltou a acontecer em 2013.

Fontes norte-americanas revelaram à imprensa internacional que a decisão de saída estaria a ser preparada há meses, esperando-se que a administração Trump viesse a anunciá-la até ao final deste ano. As propostas orçamentais dos EUA não previam este ano que fosse levantada a suspensão de financiamento à organização e os diplomatas que deveriam ocupar postos junto da UNESCO este ano foram previamente aconselhados a procurar uma alternativa de colocação.

 

Comente esta notícia