Figueira da Foz: sepulturas abertas causam revolta

Empresa contratada pela junta de freguesia retirou tudo do interior das campas - terra, roupa, restos mortais - e amontoou a céu aberto. Roupas e cinzas de bebés estão a chocar familiares das crianças e população.

Figueira da Foz: sepulturas abertas causam revolta
Imagem: CM

A população de Santo Amaro da Boiça, na Figueira da Foz, está revoltada com a junta de freguesia pela forma como estão a ser realizadas obras no cemitério da aldeia.

Sabe-se que a junta contratou uma empresa para resolver o problema da falta de espaço no cemitério, mas a forma como lidaram com o processo é, de acordo com os populares, macabra. Retiraram tudo do interior das campas – terra, roupa, restos mortais – e amontoaram a céu aberto.

“Atiraram as roupas com as cinzas dos anjinhos contra o muro”, disse, desesperada, Maria da Luz ao CM, familiar de um dos bebés falecido há 37 anos.

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Maria de Lurdes, que também é proprietária de uma das sepulturas, diz que gritou todo o dia.

O desespero, a revolta, os gritos, as queixas fizeram com que o pároco da aldeia mandasse tocar os sinos e foi chamada a GNR. Rui Ferreira, presidente da junta, diz que foi um lapso da empresa e já contactou as famílias para tentar minimizar o choque.

 

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