Filho de Júlia Pinheiro revela como contou aos pais que era gay

Rui Maria Pêgo tinha 19 anos quando contou toda a verdade aos pais. Estava "lavado em lágrimas e cheio de medo de rejeição".

Filho de Júlia Pinheiro revela como contou aos pais que era gay
Imagem: Flash

Filho de uma das vozes mais carismáticas da rádio portuguesa, Rui Pêgo, e de uma das apresentadoras mais acarinhadas da SIC, Júlia Pinheiro, Rui Maria Pêgo revela agora a solidão que sentiu quando reconheceu que era homossexual e, apesar de ser dono de uma personalidade extrovertida, confessa que viveu momentos de grande sofrimento em silêncio, pois não sabia como contar aos pais que “gostava de rapazes”.

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O momento de “sair do armário” aconteceu aos 19 anos e, nas palavras de Rui, foi vivido intensamente, com medo de ser rejeitado. O jovem assegura que vivia desde os 12 com este segredo e que fazia tudo para “controlar os gestos, os gostos, a voz, na esperança de ser aceite”, contou nas redes sociais a propósito do Dia Nacional do “Coming Out”, que se celebrou esta quarta-feira nos Estados Unidos da América .

“Tenho a sorte de viver rodeado de pessoas que me amam. E de ter nascido de pais que são inteligentes, sensíveis e com a noção do que é gostar”, disse, reconhecendo que os pais aceitaram a “notícia” com naturalidade.

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O animador das manhãs da Mega Hits partilhou ainda que sempre teve um problema com a expressão ‘coming out’ ou ‘sair do armário’. “E o ‘assumir’ também não me cai bem. Acho o ‘confessar’ horrível”. “Toda esta terminologia pressupõe um segredo; uma vergonha; um pecado escuro e sombrio que deve ser posto de lado a todo o custo. Foi assim que cresci até aos 19 anos quando acabei por contar aos meus pais, lavado em lágrimas, cheio de medo de rejeição e com uma sensação de perigo iminente, que ‘gostava de rapazes’. Antes disso contei a alguns amigos. E, mais tarde, às pessoas com quem trabalhava. Há muita solidão neste processo”, confessa.

Depois de um longo desabafo, Rui Maria Pêgo termina a mensagem com um apelo: “Cabe-nos ajudar a matar a vergonha. Feliz”.

 

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