GNR acusada de avisar casa de alterne antes das fiscalizações

A troco de dinheiro, dois militares da GNR informavam os proprietários de uma casa de alterne em Vila Real sobre as ações de fiscalização.

GNR acusada de avisar casa de alterne antes das fiscalizações
Imagem: TVI24

Através de comunicado, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto tornou público que acusou dois militares da GNR de, a troco de dinheiro, prevenirem os proprietários de um café em Vila Real onde se praticava prostituição para as ações de fiscalização.

De acordo com o despacho da acusação, os militares da GNR mantinham os donos do estabelecimento informados sobre as fiscalizações ao café e sobre as ações rodoviárias nas imediações do estabelecimento que pudessem afetar o “normal” funcionamento do negócio.

Mal tinham conhecimento das ações de fiscalização da GNR, os donos do café tratavam de apagar qualquer vestígio das práticas ilícitas e mantinham as “meninas” longe do estabelecimento. Os militares em causa eram depois pagos pela preciosa informação.

Além dos militares, o Ministério Público (MP) acusou mais quatro pessoas pelos crimes de lenocínio, auxílio à imigração ilegal, recebimento indevido de vantagem e corrupção ativa e passiva.

“Os factos reportam-se à exploração da prostituição por quatro dos arguidos, com recurso maioritário a mulheres brasileiras em situação irregular em território nacional, levada a cabo num café, situado na Estrada Nacional 15, em Mondrões, Vila Real, de janeiro de 2012 a 23 de janeiro de 2017”, refere a Procuradoria.

 

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