Japão prepara-se para a guerra com a Coreia do Norte

O país está a fazer simulacros de preparação para a guerra, algo que não acontecia desde a II Guerra Mundial.

Japão prepara-se para a guerra com a Coreia do Norte
Imagem: Observador

Depois de o presidente japonês ter dito que não ia tolerar mais nenhuma ameaça de Pyongyang, Tóquio tratou de recuperar os planos de contingência pós-apocalíticos que estavam na gaveta desde a Segunda Guerra Mundial.

O governo tem vindo a educar a população sobre como reagir na eventualidade de o país sofrer um ataque da Coreia do Norte. À emissão de pequenas brochuras juntam-se simulacros e explicações públicas nas escolas, centros comunitários, lares de terceira idade e empresas públicas.

O país está em alerta máximo, sobretudo depois da mais recente picardia entre Donald Trump e Kim Jong-Un. Recorde-se que, na terça-feira, Donald Trump avisou os norte-coreanos que seriam sujeitos a um ataque de “fogo, fúria e, francamente, poder” como o mundo jamais tinha visto se continuassem com os testes nucleares.

Na resposta, Kim Jong-Un disse que “um diálogo sólido não é possível com um tipo tão desprovido de razão, pelo que a única solução é usar força absoluta”, e garantiu, mais uma vez, que está a planear um ataque à base militar norteamericana em Guam, na Coreia do Sul, já para agosto.

Na quarta-feira, o secretário de Estado da Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, disse que, se a Coreia do Norte escolhesse atacar os Estados Unidos ou os seus aliados, arriscaria com isso o fim do regime e dos seus habitantes.

O Japão e a Coreia do Sul viram-se “apanhados” no meio da confusão e estão a preparar-se para uma realidade nova, já que não se realizavam exercícios de preparação para um conflito desde a Segunda Guerra Mundial.

Depois de ver um míssil de Pyongyang atingir a zona económica exclusiva japonesa, alguns municípios nipónicos já estão a simular evacuações no caso de acontecer um possível ataque. No entanto, são muitos os japoneses que desconfiam dos conselhos dados: “Dizem-nos para nos escondermos atrás de uma parede, mas não sei se isso servirá de muito se realmente cair um míssil”, queixam-se os populares.

Este é um registo de alguns dos simulacros que estão a acontecer no Japão:

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