Ministério Público investiga diretor-geral do FC Porto

Luís Gonçalves é suspeito de corrupção ativa, num caso que envolve a despromoção do árbitro que apitou o Sporting de Braga - FC Porto (1-1), disputado a 15 de abril passado. Benfica vai pedir para ser constituído assistente na investigação.

Ministério Público investiga diretor-geral do FC Porto
Imagem: Record

De acordo com a notícia avançada pelo CM, o Ministério Público (MP) abriu um inquérito para investigar suspeitas de “corrupção ativa na atividade desportiva” por parte do diretor-geral do FC Porto, Luís Gonçalves – que assumiu o cargo em setembro de 2016.

Em causa estão factos ocorridos no jogo Sporting de Braga – FC Porto (1-1), disputado a 15 de abril deste ano. Ao que se sabe, o dirigente portista chegou a ser suspenso por 30 dias pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) com base no relatório da equipa de arbitragem.

Luís Gonçalves foi expulso no final do jogo depois de ter ameaçado diretamente o árbitro Tiago Antunes. “Nós sabíamos o que vinhas tu para aqui fazer, nós vamos conversar mais tarde, a tua carreira vai ser curta”, ameaçou o dirigente portista.

No final da época Tiago Antunes foi mesmo despromovido de categoria. Agora o MP requereu à FPF todos os documentos relacionados com esse jogo, nomeadamente a nomeação dos árbitros, bem como as classificações dos árbitros na época passada e as notas de Tiago Antunes, da Associação de Futebol de Lisboa.

O árbitro fez queixa às autoridades devido a estas e outras ameaças, no telemóvel e redes sociais, que recebeu nos dias que se seguiram a este jogo.

Já a par da notícia, o Benfica anunciou que vai pedir para ser constituído assistente na investigação do Ministério Público. As águias consideram ser parte interessada no processo, pois a investigação relaciona-se com factos ocorridos no campeonato da época passada.

 

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