Professores chamados de urgência ao Ministério

Escolas fechadas, alunos sem aulas e professores em protesto é o cenário traçado por sindicatos e diretores escolares para esta quarta-feira.

Professores chamados de urgência ao Ministério
Imagem: Sapo

Através de comunicado, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) tornou público que foi convocada, de urgência, para uma reunião, pelas 15.30 horas desta terça-feira, no Ministério da Educação. A Fenprof diz que vai mas com “poucas expetativas”.

Segundo informa, a carta chegou a meio da manhã à sede da Federação, poucos minutos depois de a estrutura liderada por Mário Nogueira ter emitido um comunicado, em que lamentava o silêncio do Governo desde que, no passado dia 3, foi convocada a greve nacional desta quarta-feira para lutar contra o facto de os últimos dez anos de serviço não contarem para o descongelamento das carreiras.

“Até hoje, não houve da parte do Governo qualquer contacto no sentido de se abrir uma qualquer janela de diálogo que levasse ao desenvolvimento de um processo negocial sobre o descongelamento da carreira docente ou outas questões – aposentação, horários de trabalho e concursos – que estão na base do grande descontentamento dos professores e educadores e que os levam a lutar”, lê-se no comunicado, razões pela quais a Federação diz ter “poucas expetativas” em relação à reunião desta tarde.

professores-chamados-de-urgencia-ao-ministerio_JN

Recorde-se que a estrutura sindical sempre disse estar disponível para aceitar um processo faseado de descongelamento das carreiras. Mais concretamente que os últimos 10 anos de serviços sejam contabilizados, aos poucos, nos próximos dois anos, em termos de progressão na carreira, como já acontecera no passado.

Sabe-se que PCP e Bloco de Esquerda já tinham pressionado o Governo a “negociar com os sindicatos” uma recuperação gradual do tempo de trabalho prestado entre 2011 e 2017.

Recorde-se que está marcada para esta quarta-feira uma greve-geral, convocada por 8 sindicatos de professores. Diretores de escolas consideram que a paralisação será expressiva e que grande parte das escolas já terá decidido fechar as portas.

 

Comente esta notícia