PSP apreendeu cachecóis dos Super Dragões

A claque portista considera-se discriminada e encara ato da PSP como uma provocação.

PSP apreendeu cachecóis dos Super Dragões
Imagem: JN

Através do Facebook, os Super Dragões acusaram a PSP de ter apreendido um cachecol a um dos membros da claque só por ter a inscrição “No pyro, no party” (“Sem pirotecnia não há festa”) e, por isso, dizem-se alvo de discriminação.

Também o oficial de ligação aos adeptos e speaker do F.C. Porto, Fernando Saul, criticou a ação: “na quarta-feira, no Estádio do Dragão e durante o jogo, tivemos as autoridades a interpelar adeptos e a retirar-lhes cachecóis fazendo autos de apreensão”. Considera, por isso, que há discriminação entre os “ilegais” no Sul do país e a claque portista no Norte, dizendo mesmo que o ato de anteontem foi uma “provocação”.

As denúncias são acompanhadas de fotografias de dois autos de apreensão que terão sido preenchidos no final do jogo F.C. Porto-Estoril. Um diz que foi “apreendido, após revista sumária, o produto suspeito de serem artigos pirotécnicos: cachecol dos superdragões “No Pyro, no party””.

No outro, a parte “artigos pirotécnicos” aparece riscada, surgindo apenas “cachecol dos superdragões azul e preto com a inscrição a vermelho: Benfica é merda”. Face a estas situações, os Super Dragões apelam “Stop à repressão policial”, até porque “pró [sic] lado Sul do país os ilegais continuam a vangloriar-se e a usufruírem de um certo apoio institucional e de uma completa apatia policial”, enquanto “no Norte do país a mesma polícia é capaz de levantar um auto a um adepto por este ter um cachecol com a seguinte designação “No pyro, no party””.

“Até quando as autoridades deste país vão continuar a pactuar com a ilegalidade e a pactuar com o que acontece, mas ao mesmo tempo a provocar os adeptos do F.C. Porto?”, questiona Fernando Saul, que não esquece de ver, no jogo Benfica-Braga, “os ilegais a vangloriarem-se com esse facto e as autoridades a permitirem a entrada de faixas e bandeiras proibidas nos termos da lei”, enquanto no Porto “um jovem ter um cachecol ao pescoço é um ato extremamente perigoso e de uma ilegalidade extrema”.

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