Raptada em bebé reencontra a família 40 anos depois

"Estou feliz, feliz é a palavra. Estou plena", disse a mulher, em lágrimas, ao reencontrar a família.

Raptada em bebé reencontra a família 40 anos depois
Imagem: JN

Adriana, hoje com 40 anos de idade, foi raptada em bebé durante a ditadura militar na Argentina, em 1977. A sua mãe, Violeta Ortolani, com 23 anos na altura, foi detida em 1976, quando estava grávida de oito meses. Adriana nasceria em janeiro do ano seguinte e, dois meses depois, Edgardo, o pai, era preso.

A menina foi levada e quer Violeta, quer Edgardo desapareceram sem deixar rasto, ou seja, foram assassinados pelos responsáveis da chamada “Guerra Suja” – período que sucedeu ao golpe de Estado de março de 1976 e instaurou uma ditadura militar na Argentina.

Graças ao trabalho desenvolvido pela organização de direitos humanos “Abuelas de Plaza de Mayo”, que tem a missão de localizar e devolver às famílias todas as pessoas desaparecidas naquele período, Adriana foi encontrada e o reencontro com a família, nomeadamente com a avó materna, foi emocionante.

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Adriana foi a 126.ª e mais recente vitória da associação. Como muitas vítimas da ditadura, entrou em contacto com as “Abuelas”, com sede em Buenos Aires, mal soube que não era filha biológica dos pais que a criaram. Mais de quatro meses passaram – entre burocracias e análises – até Adriana descobrir a identidade que lhe tinha sido roubada à nascença, cuja data foi forjada pela mesma médica que tinha falseado o ano de nascimento de outras três crianças.

Adriana falou em conferência de imprensa, na capital argentina, esta terça-feira, onde surgiu ao lado de familiares e se mostrou emocionada por conhecer as verdadeiras origens. “Estou feliz, feliz é a palavra. Estou plena”, disse, em lágrimas.

 

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