Rui Rio: "O PSD não é nem será um partido de direita"

Na apresentação da candidatura à presidência do PSD, Rio recordou Passos, "a quem o partido deve respeito pela lealdade e coragem com que serviu o país".

Rui Rio:
Imagem: TVI24

Na apresentação oficial da candidatura à presidência do Partido Social Democrata, que teve lugar em Aveiro, Rui Rio dirigiu-se ao país para dizer que avança apenas e só porque sente que o PSD está em crise e o seu sentido de dever e lealdade para com o partido exige que o faça.

O ex-presidente da Câmara Municipal do Porto acredita que este é o momento certo para avançar com a candidatura à presidência do partido e iniciar um ciclo novo. “Estou aqui para cumprir um PSD forte (…) de que Portugal tanto precisa”, afirmou, lamentando que o partido esteja a passar uma fase “particularmente difícil”.

“A política precisa de banho de ética, não pode valer tudo. (…) Hoje não tenho a minha palavra ética presa a qualquer compromisso. Posso decidir livremente. Hoje estou disponível para estar com os dois pés no PSD e no país”, disse.

Ao longo do discurso, Rio não se fez de rogado para dizer que o PSD “é um partido de poder e não uma muleta para o poder”. Por essa razão, fará de tudo para que o partido seja uma alternativa forte “à geringonça que nos governa”, avisando mesmo o Executivo de Costa de que esta candidatura representa “o primeiro dia do fim de um governo de esquerda”.

“Para o PSD, este será o primeiro dia da sua caminhada para a reconciliação com os portugueses. Mas, para Portugal, este terá de ser, acima de tudo, o princípio do fim desta coligação parlamentar que hoje, periclitantemente, nos governa”, atirou.

Aos presentes e ao país, o candidato garantiu que o PSD “nunca foi, é ou será um partido de direita como muitos o querem pintar”, mas sim um partido ao centro. Apesar de tudo, Rio deixou ainda uma palavra de apreço ao presidente do partido, Pedro Passos Coelho, referindo-se a ele como um homem leal, ciente dos seus deveres e rigoroso na sua ação.

 

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