André Ventura quer proibir casamento gay e castrar pedófilos

Em ruptura com o PSD, por se ter sentido "traído e apunhalado", André Ventura vai criar um novo partido político, o "Chega"... e já tem orientações políticas bem definidas.

André Ventura quer proibir casamento gay e castrar pedófilos
Imagem: CM

Depois da notícia avançada pelo jornal i, André ventura confirmou à TSF que até ao final do mês de outubro vai renunciar ao mandato de vereador na Câmara Municipal de Loures para criar um novo partido político.

Confirmou ainda que esta terça-feira à tarde “vai fazer um comunicado” a oficializar a iniciativa e “começar de imediato a recolha de assinaturas e os convites individuais para integrar a nova estrutura” que prepara.

Sabe-se que o novo partido chamar-se-á “Chega” – o mesmo nome que deu ao movimento de recolha de assinaturas para a convocação de um congresso extraordinário do PSD, com o intuito de depor o presidente social-democrata, Rui Rio.

André Ventura quer proibir casamento gay e castrar pedófilos

André Ventura abandona o PSD em ruptura com a liderança de Rio e isolado no PSD de Loures e na distrital de Lisboa, que se demarcaram da iniciativa de recolha de assinaturas para a destituição do presidente do partido. Por esta razão, ter-se-á sentido “traído e apunhalado”.

O “Chega” pretende apresentar-se como uma alternativa para os sociais-democratas, demarcando-se da posição de Rui Rio, que se tem mostrado disponível para dialogar com o Governo socialista em várias matérias.

As orientações políticas do novo partido estão a causar algum burburinho na sociedade portuguesa: o regresso da “prisão perpétua para homicidas e violadores”, a “castração química para pedófilos”, a “proibição constitucional da eutanásia” e a “proibição do casamento homossexual”, são algumas das ideias defendidas por André Ventura.

O político defenderá também uma reforma total do sistema fiscal – para que, efetivamente, “todos contribuam” para este – e ainda uma “redução drástica” dos mandatos políticos e da sua limitação, propondo a diminuição do número de deputados da Assembleia da República dos atuais 230 para apenas 100 deputados.

 

 

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