"Anti-jogo!": Conceição recusa cumprimentar treinador do Paços

Os ânimos exaltaram-se no final da partida que opôs castores e dragões.  “Vou cumprimentar o quê?: a cobardia do anti-jogo?. Tenham santa paciência!", disse Sérgio Conceição.

Imagem: Observador

O FC Porto escorregou este domingo frente ao Paços de Ferreira, dando espaço para o rival Benfica se aproximar da liderança do campeonato. Após o apito final na Mata Real, Sérgio Conceição perdeu as estribeiras, recusando-se a cumprimentar João Henriques, o treinador do Paços, dirigindo-lhe ainda palavras menos próprias.

Na conferência de imprensa da praxe, o treinador portista fez questão de explicar aos jornalistas a derrota por uma bola, bem como a sua posição para com o homólogo da equipa adversária: “Estiveram atentos ao que foi o anti-jogo do P. Ferreira? Vou cumprimentar o quê? Não foi correto da parte dele porque ouvi o que ele estava a transmitir para os jogadores para dentro de campo”.

“Podíamos ter feito mais na primeira meia hora, mas depois do golo não houve mais jogo. Fico desiludido com isso, por ter havido um constante anti-jogo, com o árbitro a permitir paragens. Jogavam-se 10 ou 15 segundos, parava-se 40 segundos para se repor a bola em jogo. Não sei se é estratégico, será com certeza… Não me lembro de ter estado presente num jogo assim e imagino o espectador em casa. Nunca vi, com os jogadores constantemente no chão. Gostava de saber o tempo útil, deve ter sido uns 20 a 25 minutos. Penso que não houve mais”, prosseguiu exaltado.

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“O tempo extra foi curto, praticamente não se jogou e vocês viram. É verdade que podíamos ter feito mais, falhámos um penálti e outras ocasiões que normalmente não falhamos, mas foi um jogo incrível. Nesta parte final valeu tudo para se atingir o pontinho e aquilo que o P. Ferreira conseguiu, os três. Vamos tentar ver o que esteve mal, mas quem esteve mal foi o treinador do FC Porto, que assume sempre a responsabilidade”, rematou Conceição.

O árbitro da partida, Bruno Paixão, não escapou, assim, às críticas do treinador azul e branco. Além de, nas palavras de Conceição, ter feito uma má gestão do tempo da partida, mostrou o vermelho a José Sá por palavras dirigidas pelo guarda-redes suplente no final, provavelmente relacionado também com os sete minutos de compensação concedidos pelo setubalense.

Do lado do Paços de Ferreira, a satisfação por uma vitória frente ao FC Porto era bem visível. “Foi perfeito. É a rampa que precisávamos para o que resta do campeonato”, considerou o treinador pacense, João Henriques.

Veja aqui o vídeo do momento de tensão entre treinadores:

 

 

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