António Sala emociona-se ao falar do cancro a Cristina

António Sala esteve à conversa com Cristina Ferreira e ficou muito comovido por relatar experiência pessoal: "Precisamos sempre de banhos de humildade e ter os pés assentes no chão".

António Sala emociona-se ao falar do cancro a Cristina
Imagem: Flash

António Sala, de 70 anos, ficará para sempre conhecido como um dos melhores locutores de rádio em Portugal. Esta quarta-feira marcou presença em “O Programa da Cristina”, para conversar com a sua amiga de longa data.

A conversa foi muito emotiva e obrigou mesmo António Sala a uma grande esforço para não chorar em direto. Tudo porque a conversa resvalou para o Instituto Português de Oncologia, onde o antigo locutor, que já teve dois cancros graves, faz voluntariado.

“Ainda faço voluntariado no IPO. Sempre… Há mais de vinte e tal anos”, começou por dizer. “Porquê?”, perguntou Cristina, que ainda tentou falar dos cancros que o locutor já teve de ultrapassar. “Porque sim”, disse Sala, não dando mais explicações.

Mesmo não falando dos tumores que teve de ultrapassar, revelou como é ir ao IPO fazer voluntariado. “Eu era um daqueles que tinha a mania que os hospitais… que até o cheiro dos hospitais era incomodativo, que não tinha jeito para essas coisas… Isso é cobardia, uma cobardia incrível”, disse, recordando como tudo começou.

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“A Luísa, a minha assistente, andava-me a desafiar a ir ao IPO para ajudar a colaborar com as crianças no sentido de apresentar espectáculos e fazer coisas para eles. A primeira vez que fui, fui muito contrariado e achei até que não tinha coragem. Levei um murro no estômago tão grande e percebi que nos gestos tão simples, como estar ali umas horas, falar com aquelas crianças… às vezes são meninos e meninas que nem podem bater palmas porque estão cheios de agulhas… sem cabelo…”.

“Quando estamos tão tristes mas depois de brincadeiras, de falarmos com eles, de levarmos um jogador de futebol que eles admiram ou uma Cristina Ferreira, o ambiente parece que se modifica e esquecem as quimios e as radioterapias, as agulhas, que não têm cabelo… Esqueceram isso tudo e foram felizes”, disse, assegurando que são momentos intensos e bons quer para quem está internado quer para quem faz voluntariado.

“Para mim não é duro, é fantástico lá ir! Precisamos sempre de ter banhos de realidade e humildade e perceber que temos de ter os pés na terra. Hoje estamos bem amanhã não sabemos”, revelou.

“Faço parte de uma equipa fantástica de apoio às refeições… Estamos lá para dar comida na boca, se for preciso, para ajudar a descascar uma maçã, a tirar espinhas do peixe… Faz-me muito bem. Faz melhor a mim do que a eles”, garantiu já muito emocionado.

 

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