Austrália declara guerra aos gatos e vai matar mais de 2 milhões até 2020

Em alguns estados do país já há quem ofereça dinheiro por pelo dos felinos.

Austrália declara guerra aos gatos e vai matar mais de 2 milhões até 2020
Imagem: iStock

A Austrália declarou guerra aos gatos selvagens. Até 2020, o governo quer matar cerca de dois milhões de gatos vadios, sendo esta uma grande fatia da população total de felinos, estimada entre 2 e 6 milhões.

Alguns estados da Austrália vão mais longe. É o caso de Queensland, no nordeste do país, onde existe um conselho que oferece uma recompensa de 10 dólares, cerca de 9 euros, por pelo de gato selvagem – uma política que a organização PETA, que defende os animais, criticou e considerou “cruel”, segundo avança a CNN.

O problema também não é exclusivo da Austrália. Também na Nova Zelândia, um ambientalista propôs um futuro livre de gatos, com gatos domésticos e selvagens controlados ou abatidos. Mas o que leva estes dois países a quererem eliminar os felinos?

A resposta é simples: os gatos, especialmente os selvagens, são assassinos naturais. Ao passo que os gatos domésticos são alimentados por seres humanos, os vadios são obrigados a caçar e matar para se alimentarem.

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Acredita-se que o primeiro gato tenha chegado à Austrália em algum momento no século XVII. Desde então, o seu número aumentou. Estima-se que atualmente os gatos tenham ocupado cerca de 99% do território australiano e serão responsáveis pela extinção de pelo menos 22 espécies autóctones – pequenos roedores, marsupiais e aves.

De acordo com Gregory Andrews, comissário nacional de espécies ameaçadas, ao”Sydney Morning Herald”, isso faz com que os gatos selvagens sejam a maior ameaça às espécies nativas da Austrália.

“Nós não estamos a matar gatos porque odiamos gatos”, afirmou. “Temos que fazer escolhas para salvar animais que adoramos e que nos definem como nação”, concluiu o comissário.

A medida está a gerar uma onda de revolta globalmente e já existem dezenas de petições para que o plano e abate de animais não vá para a frente.

 

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