BE é o único partido que se opõe ao futebol no dia das eleições

A Liga já enviou, entretanto, uma carta à Comissão Nacional de Eleições a justificar os motivos que a levaram a agendar jogos para o dia das eleições autárquicas, em especial o clássico Sporting-FC Porto.

BE é o único partido que se opõe ao futebol no dia das eleições
Imagem: Público

O Bloco de Esquerda (BE) já alertou para o facto de estarem marcados jogos de futebol para o dia das eleições autárquicas, avisando que “é um erro”. O PS, por sua vez, diz que até “nem há drama”, mas era melhor que no domingo, dia 1 de outubro, não se realizassem quatro jogos da I Liga de futebol, nomeadamente o clássico Sporting-FC Porto, que se joga em Alvalade.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional diz que tentou de tudo para que os jogos não coincidissem com as eleições, mas não conseguiu evitar a marcação de partidas num dia dedicado à política local e não avisou a Comissão Nacional de Eleições (CNE) do que ia fazer.

A esse propósito, os responsáveis desportivos dirigiram uma carta ao CNE a explicar que a realização de quatro jogos no domingo, 1 de outubro, está relacionada com a participação das equipas portuguesas nas competições europeias e com o jogo seguinte da seleção nacional. Além disso, “a Liga está convicta de que os portugueses têm plena noção dos seus deveres e responsabilidades cívicas, razão pela qual a lei não prevê qualquer proibição de atividades de entretenimento e desportivas em datas eleitorais”, frisou ainda o diretor de comunicação da LPFP, António Barroso, em declarações à Lusa.

Assim, além do clássico, o Benfica joga contra o Marítimo, no Funchal, o Belenenses com o Vitória de Guimarães e o Sp.Braga com o Estoril – quatro jogos que vão obrigar a uma deslocação de milhares de pessoas pelo país, entre jogadores, organizadores, funcionários, polícias e adeptos, o que pode prejudicar a afluência às urnas e aumentar a abstenção.

Sobre este assunto, a grande maioria dos partidos e o Governo ainda não se pronunciaram, sendo que o BE foi o único a marcar uma posição tácita sobre o assunto, emitindo inclusivamente uma nota pública. A CNE deve pronunciar-se ainda esta terça-feira sobre o assunto.

 

 

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