Bebé morre após mãe fazer viagem até Lisboa por falta de incubadoras em Faro

A mãe, uma jovem de 23 anos, teve de passar por três hospitais antes de o parto ser realizado.

Bebé morre após mãe fazer viagem até Lisboa por falta de incubadoras em Faro
Imagem: CM

Um bebé nasceu a 3 de agosto, no Hospital Amadora-Sintra, mas morreu minutos depois de nascer. Na véspera do nascimento, os médicos do hospital de Faro, onde a mãe de 23 anos se encontrava, decidiram que deviam provocar o parto. A mulher, que se encontrava nas 32 semanas de gestação, apresentava sintomas de pré-eclâmpsia, uma condição médica caracterizada pela hipertensão e excesso de proteína presente na urina.

As dez incubadoras do hospital de Faro estavam ocupadas e “foi acionada a transferência da jovem para uma unidade onde pudesse ser realizado o parto”, tal como avançado pelo CM.

A mãe foi transportada para o Amadora-Sintra e chegou à unidade de saúde por volta das 22 horas. Contudo, o parto foi realizado, por cesariana, somente na manhã seguinte. O bebé nasceu com muitos problemas e, segundo uma fonte da equipa médica, citada pelo CM, “tinha um prognóstico muito reservado devido a um descolamento da placenta (…) nasceu em condições de asfixia grave”.

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Cristóvão Norte, deputado do PSD, não deixou de comentar a situação na sua página oficial do Facebook. “Os meus sentimentos aos pais, uma coisa destas não pode nunca acontecer. Infelizmente, é o resultado da perda que se verifica no Algarve” começou por escrever o social-democrata, acrescentando que “a maternidade em Portimão não existe e a neonatologia em Faro não responde” adiantando igualmente que “estamos a falhar com as mães e os bebés, em perigo muitas vezes”.

A verdade é que a jovem foi, inicialmente, ao hospital de Portimão, foi transferida para Faro e, posteriormente, para Lisboa. Recorde-se que se vive uma situação dramática no Serviço de Medicina Intensiva Pediátrica e Neonatal de Faro, sendo que, como foi veiculado pelos médicos, citando uma carta que enviaram à direção clínica do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA), os médicos trabalham “num estado de exaustão, transgredindo os limites de segurança e boas práticas clínicas”.

 

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