Benfica escondeu contas bancárias durante buscas da PJ

Agora já se sabe a razão das sucessivas buscas ao Estádio da Luz, no âmbito do processo e-Toupeira.

Benfica escondeu contas bancárias durante buscas da PJ
Imagem: Record

Em outubro de 2017, quando o Benfica foi alvo de buscas, no âmbito da investigação ao caso dos mails, , terá escondido as contas bancárias dos inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Nessa altura, já José Silva, a alegada ‘toupeira’ que vai a julgamento no caso e-Toupeira, espiava os processos dos encarnados no portal Citius.

O Ministério Público “solicitou a entrega de documentação contabilística em duas ocasiões, a qual não foi entregue pela Benfica SAD”, lê-se no processo.

Face ao incumprimento, a procuradora-adjunta Andrea Marques ordenou uma nova busca à Luz. A diligência visava “a localização e apreensão de documentação contabilística” da Benfica SAD e das sociedades participadas, em suporte papel ou digital, sendo necessário ainda obter extratos de conta de clientes e fornecedores.

Benfica escondeu contas bancárias durante buscas da PJ

Recorde-se que, já no início de 2018, as instalações do Estádio da Luz foram, então, passadas a pente fino, numa diligência presidida pela própria procuradora do Ministério Público. A busca foi acompanhada pelo administrador Domingos Soares de Oliveira e pelo gestor da área financeira, Paulo Alves.

Foram apreendidos extratos das contas relacionadas com o clube, a Fundação Benfica, a Benfica SAD, a Benfica TV e fornecedores.

Tal como avança o CM, a sociedade de advogados Correia, Seabra, Caldas, Simões e Associados; o ex-diretor de conteúdos da Benfica TV, Pedro Guerra; e o ex-diretor jurídico do clube, Paulo Gonçalves – que vai a julgamento no e-Toupeira – foram alguns dos visados.

 

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