Benfica prometeu vingança a "traidores" pela eleição de Pedro Proença

Foram divulgados e-mails do administrador da SAD do Benfica, Domingos Soares de Oliveira, e o seu conteúdo não abona a favor do clube da Luz.

Benfica prometeu vingança a
Imagem: Record

De acordo com os e-mails que foram revelados pelo blog “Mercado do Benfica”, replicados em várias páginas online e nas redes sociais, o clube da Luz sentiu-se traído por vários clubes que não cumpriram a promessa de estar ao seu lado no apoio a Luís Duque, nas eleições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional que, em 2015, colocaram Pedro Proença na presidência.

Além de querer punir os “amigos traidores” até às últimas consequências – os mesmos que tinham “jurado fidelidade ao Benfica” – Domingos Soares de Oliveira, administrador da SAD encarnada, propôs que o clube não marcasse presença na tomada de posse dos órgãos sociais da Liga, para assim manter Proença sob pressão.

Todo o correio eletrónico tornado público foi retirado da caixa de e-mails de Domingos Soares de Oliveira e mostra, por exemplo, que, numa comunicação com o presidente Luís Filipe Vieira e o ex-assessor jurídico Paulo Gonçalves, o administrador da SAD ficou preocupado com a vitória de Pedro Proença, visto como próximo dos rivais FCPorto e Sporting.

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Tal como avança a informação divulgada, a estratégia proposta por Domingos Soares de Oliveira passava por o Benfica se manter afastado da nova Direção da Liga, para que Pedro Proença se visse forçado a seduzir constantemente os encarnados com decisões que lhe fossem favoráveis.

Na correspondência trocada em 2015 e 2016, percebe-se ainda que o administrador da SAD tinha conhecimento que as claques do clube usavam o Estádio da Luz para guardar material pirotécnico, lonas e bandeiras. E que foi informado de um e-mail enviado por Rui Pereira, responsável pela segurança, a um subintendente da PSP, no qual o primeiro agradece ao segundo não ter anunciado que, dos 150 artefactos pirotécnicos apreendidos antes de um Benfica-FC Porto de 2015, 149 eram de adeptos benfiquistas.

Confrontada com as acusações, a PSP já teve oportunidade de garantir que “não oculta, nunca ocultou, não manipula nem nunca manipulou dados ou informações transmitidas publicamente”. E acrescentou que divulgou que o material apreendido pertencia aos dois emblemas “por questões de reserva operacional e processual. Os factos foram alvo de participação à autoridade judiciária competente, à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga. Foram, inclusive, enviados os autos de contraordenação ao Instituto Português do Desporto e Juventude”.

 

 

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