Bruno apresentou-se voluntariamente no DIAP para ser ouvido

Por sua iniciativa, o ex-presidente do Sporting apresentou-se no DIAP para ser ouvido sobre o ataque na Academia de Alcochete. Isto depois de um funcionário do Sporting, oficial de ligação aos adeptos, ter sido preso e de ter, alegadamente, envolvido o seu nome e o de André Geraldes no esquema.

Bruno apresentou-se voluntariamente no DIAP para ser ouvido
Imagem: DN

Bruno de Carvalho pediu para ser ouvido sobre a invasão à Academia do clube, em Alcochete, e o requerimento foi aceite pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, onde Bruno de Carvalho é esperado esta quinta-feira ao início da tarde.

Através do seu advogado, José Preto, o ex-presidente do Sporting disponibilizou-se para prestar declarações na unidade de terrorismo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), mas o requerimento foi reencaminhado para o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), no qual decorre o inquérito ao ataque à Academia do Sporting, em 15 de maio último.

De acordo com fonte próxima do antigo dirigente, Bruno de Carvalho decidiu apresentar-se neste departamento do Ministério Público, por iniciativa própria, disponibilizando-se para prestar declarações na sequência de notícias que dão conta de um alegado envolvimento neste ataque aos jogadores.

Esta iniciativa de Bruno de Carvalho ocorre um dia depois de o funcionário do Sporting Bruno Jacinto ter sido ouvido em primeiro inquérito judicial, no âmbito do mesmo processo, e ter ficado em prisão preventiva.

Bruno apresentou-se voluntariamente no DIAP para ser ouvido

Detido na terça-feira, Bruno Jacinto, que na altura das ocorrências era oficial de ligação aos adeptos, está indiciado, entre outros, pela prática, em coautoria, de mais de 20 crimes de ameaça agravada, 12 crimes de ofensa à integridade, 20 crimes de sequestro e um crime de terrorismo.

Bruno Jacinto é já o 38.º elemento em prisão preventiva por alegado envolvimento nos incidentes de 15 de maio na Academia, em que cerca de 40 alegados adeptos do clube, encapuzados, agrediram alguns jogadores, treinadores e staff.

Os 38 arguidos que aguardam julgamento em prisão preventiva, entre eles o antigo líder da claque Juventude Leonina, Fernando Mendes, são todos suspeitos da prática de diversos crimes, designadamente de terrorismo, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada, sequestro e dano com violência.

Recorde-se que, na sequência do ataque à Academia do Sporting, nove futebolistas rescindiram os contratos com o clube de Alvalade.

 

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