Bruno pagou por futebolistas que não existem

Frederico Varandas já tinha denunciado o pagamento de 330 mil euros feito por Bruno de Carvalho ao Batuque. Verba implicava a contração de Jovane, uma versão já desmentida pelo presidente do clube africano.

Bruno pagou por futebolistas que não existem
Imagem: Notícias Magazine

O atual presidente do Sporting, Frederico Varandas, denunciou, em Fevereiro, o pagamento de 330 mil euros feito por Bruno de Carvalho ao Batuque, no seguimento de um protocolo assinado pelos dois clubes.

Na altura, Bruno de Carvalho garantiu que essa verba implicava a contração de Jovane, uma versão já desmentida pelo presidente do clube africano, João José Cardoso.

O acordo assinado implicava a preferência dos leões sobre os jogadores Fabrício Kone, Kevin Patrick Alves Fortes, Júnior Jorge Coelho da Cruz, Julmiro da Silva, Admirson Soares, Widilton Santos Waxel e Walter dos Santos Maxel. O problema é que os jovens não só alinham em clubes secundários em Cabo Verde, como ainda desconhecem o protocolo, como reconheceram no programa “Pé em Riste”, transmitido na CMTV, que conseguiu falar com dois destes atletas.

Bruno pagou por futebolistas que não existem

“Não sabia que estava nesse protocolo. Fiquei surpreso”, reconheceu, na altura, Fabrício Kone, de 18 anos, que alinha no Ponta de Pon e que não esconde o sonho de um dia representar o Sporting: “Gostava muito de ir”.

O mesmo discurso foi repetido por Kevin Patrick Alves Fortes, também com 18 anos, que desconhece estar incluído num protocolo com o Sporting, mas também partilha o desejo de representar os leões. Já Júnior Jorge Coelho da Cruz, de 21 anos, não quis falar sobre o assunto.

A situação dos restantes quatro jogadores ainda é mais estranha, pois não constam dos registos da Associação de Futebol de São Vicente e não são conhecidos pelos presidente desta instituição.

Bruno pagou por futebolistas que não existem

Ou seja, continua por explicar o pagamento de 330 mil euros feito pela antiga direção presidida por Bruno de Carvalho, e recentemente denunciados por Frederico Varandas com base em dados já avançados pela auditoria forense que decorre em Alvalade.

Na prática, o Sporting garantiu o direito de preferência por três jogadores de valor duvidoso e quatro desconhecidos.

 

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