Bruno vai a julgamento: acusado de ser mandante do ataque a Alcochete

Tribunal decidiu que todos os 44 elementos acusados pelo Ministério Público vão a julgamento. Mas apenas um - Mustafá - fica, até lá, em prisão preventiva.

Bruno vai a julgamento: acusado de ser mandante do ataque a Alcochete
Imagem: Record

O ataque à Academia do Sporting em Alcochete foi um ato terrorista e todos os 44 arguidos pelo Ministério Público vão ser julgados pelos crimes de que estão acusados. Incluindo o antigo presidente do clube, Bruno de Carvalho, considerado um dos autores desse ataque.

Esta foi a decisão do juiz Carlos Delca, mantendo, assim, a acusação feita pelo Ministério Público aos elementos da Juventude Leonina, ao ex-líder sportinguista e a outros elementos do staff do clube.

No total, os arguidos são acusados de 44 crimes de sequestro (com a tipificação de terrorismo), ameaça agravada, dano com violência, detenção de arma proibida e introdução em local vedado ao público. Bruno de Carvalho, o líder da claque Nuno Mendes e o antigo oficial de ligação aos adeptos Bruno Jacinto também vão responder por estes crimes, mas com a acusação de serem os autores morais do ataque.

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Saíram assim derrotados os advogados que durante os dois dias de alegações na fase de instrução criticaram a inclusão do terrorismo no lote de crimes, além de terem pedido para que o processo não prosseguisse pois não poderia ter sido a Guarda Nacional Republicana a fazer a investigação, mas sim a Polícia Judiciária, que tem a competência exclusiva nestes casos.

Bruno de Carvalho, que continua a apresentar-se às autoridades, reagiu à decisão do juiz no Facebook, escrevendo: “Quem propositadamente permite que alguém seja continuadamente enxovalhado, caluniado e difamado é criminoso… e cobarde!”

 

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