Candidata do PS humilha adversário emigrante

A corrida à Junta de Freguesia de São Francisco de Assis, na Covilhã, está na ordem do dia por mais uma acusação de xenofobia.

Candidata do PS humilha adversário emigrante
Imagem: DN/Facebook

Mais um caso de xenofobia a manchar as eleições autárquicas deste ano. Desta vez, a protagonista é Joana Campos, presidente da Junta de Freguesia de São Francisco de Assis, na Covilhã, e candidata apoiada pelo PS, que imitou o sotaque do candidato do CDS, Júlio Canhoto. Mais: a candidata afirmou que Júlio só ali estava porque tinha fugido da Venezuela. O CDS acusa-a de humilhar o candidato durante um debate na Rádio Cova da Beira.

No início do debate, os ânimos já estavam acesos, com Júlio Canhoto a dizer que, por causa de atos de vandalismo que aconteceram na localidade, a presidente devia ter feito queixa à GNR. Joana contra-ataca insinuando que “se calhar, se calhar” o adversário sabia quem tinham sido os responsáveis, dando a entender que Júlio tinha algo a ver com o caso. A atual presidente ainda  lamentou que Júlio tenha instalado o seu negócio no Fundão, lamentando que o ‘concorrente’ considere que a aldeia tem falta de dinamismo: “Lamento que fale assim da terra que o acolheu e lhe deu trabalho”.

A dada altura, Joana imita o sotaque do ex-emigrante, que fala português misturado com espanhol, como acontece com vários cidadãos que viveram muitos anos no estrangeiro. Enquanto debatiam as propostas para dinamizar o turismo na freguesia, o candidato prepara-se para perguntar se Joana sabe quais as propostas, dizendo: “Se lo sabes…”, ao que a autarca responde: “Se lo sabes? Se lo sabes. Sei, sim senhor”, com o sotaque do opositor. Júlio refere, mais à frente, que a presidente é “apojada” pelo PS, e ela responde: “Não estou apojada em ninguém. Podia estar apoiada. É bom que esse português melhore senão na Barroca Grande ninguém ‘vai o’ entender [sic]”.

“Qual a sua preocupação há 16 anos se nem vivia, nem sabia onde era a aldeia de São Francisco de Assis, se viveu na Venezuela? Se as suas raízes são na Venezuela”, questionou Joana Campos a dada altura. Sem meias medidas, vai mais longe: “Só está na aldeia porque teve de fugir do país onde estava”.

 

 

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