Costa convoca reunião de urgência do Governo: "a situação é muito grave"

Isto depois de o Parlamento ter aprovado a recuperação integral do tempo de serviço dos professores. Carlos César, presidente do PS, admite demissão do Governo.

Costa convoca reunião de urgência do Governo:
Imagem: SIC Notícias

Todos os partidos com representação parlamentar, à exceção do PS, aliaram-se esta quinta-feira para aprovar a contagem integral do tempo de serviço dos professores – reposição dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço dos professores.

No Parlamento, o PS acusou esquerda e direita de irresponsabilidade por esta coligação negativa e de, assim, pôr em causa a legislatura.

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O Governo já tinha alertado que esta aprovação poria em causa as contas públicas, uma vez que a reposição custaria aos cofres do Estado cerca de 550 milhões de euros. Além disso, a medida teria depois de ser estendida a outros setores profissionais em idênticas circunstâncias, o que faria “aumentar ainda mais o impacto do acréscimo de despesa nas contas públicas nacionais.

Na sequência da decisão, António Costa chamou o “núcleo duro” de decisão do Governo para uma reunião de emergência, a decorrer esta sexta-feira, dia 3 de maio, em São Bento. Considera que “a situação é muito grave” e que “todas as opções estão em aberto”.

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Sabe-se que na reunião estarão presentes os ministros das Finanças, Mário Centeno, do Trabalho, Vieira da Silva, da Presidência, Mariana Vieira da Silva, dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

Também Carlos César, presidente PS e líder do grupo parlamentar socialista abriu a porta à demissão do Governo. “É legítimo pensar-se que o PS não pode assumir responsabilidades de Governo quando entende que as políticas a que fica obrigado tornam essa gestão insustentável”, disse em declarações ao jornal “Público”.

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Já Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, considerou que este “foi um dia importante” para os professores, mas recordou que a suspensão da luta está dependente de 10 estruturas sindicais.

 

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