Costa garante que portugueses não vão pagar prejuízos do Novo Banco

Primeiro-ministro sugeriu ainda uma comissão parlamentar à atuação do Banco de Portugal no Novo Banco.

Costa garante que portugueses não vão pagar prejuízos do Novo Banco
Imagem: Dinheiro Vivo

António Costa garantiu esta quarta-feira que os contribuintes não vão pagar os prejuízos acumulados no Novo Banco, como tem sido noticiado.

Em declarações aos jornalistas à margem da posse da nova presidente do Conselho das Finanças Públicas, no parlamento, o primeiro-ministro referiu que a fatura será paga pelos bancos ao longo dos próximos anos.

“As injeções de capital que o Estado tenha de realizar no Novo Banco serão através do Fundo de Resolução, ou seja, a título de empréstimo, e virão a ser devolvidas pelos bancos num prazo de 30 anos…”

Recorde-se que se está a falar de um “empréstimo” de mais 1149 milhões de euros.

Costa garante que portugueses não vão pagar prejuízos do Novo Banco

“Eu creio que desde a data da resolução em 2014 todos temos o dever de não estar surpreendidos com o que venha a acontecer com o Novo Banco: ficou claro qual era o estado da instituição financeira e tudo aquilo que aconteceu desde então tem percebido perceber que quando se fez a separação entre o chamado banco mau e o chamado banco bom, verdadeiramente o que ficámos foi com um banco mau e um banco péssimo”, apontou, referindo-se à operação realizada ainda na vigência do anterior Governo PSD/CDS-PP.

Questionado sobre que período incidirá a auditoria que o Governo já anunciou ao Novo Banco, António Costa respondeu que será sobre a fase anterior à resolução da instituição, até porque o período seguinte foi conduzido pelo Banco de Portugal (BdP).

Costa garante que portugueses não vão pagar prejuízos do Novo Banco

“Nós temos de ir à raiz do problema, a auditoria que foi ordenada pelo Governo será em tudo idêntica à da Caixa Geral de Depósitos e sobre a fase anterior à resolução”, frisou.

Questionado sobre a posição do Presidente da República, que disse concordar com uma auditoria “desde que foi determinada a resolução”, Costa disse perceber a posição de Marcelo Rebelo de Sousa, mas sugeriu que “porventura uma Comissão Parlamentar de Inquérito seria mais adequada para fazer a apreciação da atuação do BdP neste processo”.

“Não ficaria bem ao Governo e tenho dúvidas que, do ponto de vista constitucional, pudesse auditar o BdP”, rematou.

 

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