Costa: "Monchique é a exceção que confirma o sucesso do combate aos fogos"

O primeiro-ministro, conhecido pelo seu optimismo, está certo de que o incêndio de Monchique, que dura há 6 dias, é “a exceção que confirmou a regra do sucesso da operação de combate aos incêndios ao longo de todos os outros dias”.

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Imagem: TVI24

António Costa, que presidiu a uma reunião da Proteção Civil, começou por fazer uma analogia para explicar aos portugueses a complexidade de Monchique: “A vela de um bolo de aniversário todos nós o apagamos com um sopro, mas quando a chama se alarga e os incêndios ganham uma escala com esta dimensão, não basta os sopros nem alguns dias de trabalho”. E avisou: “Ainda temos vários dias pela frente até o incêndio ser extinto.”

O chefe do Governo, que fazia um balanço destes primeiros dias de combate aos fogos, considerou positivo o facto de até ao momento “não haver nenhuma vida humana a lamentar”, existir “um número reduzido de feridos” e de ser “incerto o número de construções afetadas.”

O primeiro-ministro disse ainda que os últimos dias provaram que “a prevenção vale a pena” e que “os dados são muito claros” quanto a isso. “A capacidade que o país tem hoje de prever as situações de risco foi demonstrada ao longo dos últimos dias (…) Das mais de 582 ignições só tivemos 16 incêndios, e, desses, só este ter concentrado a atenção quer da comunicação social, quer das autoridades, demonstra que o sistema respondeu“.

Costa: Monchique é a “exceção que confirma o sucesso” do combate aos incêndios

Costa alertou ainda que, nestas situações “há duas atitudes perigosas: em primeiro lugar, excesso de otimismo, que leva a desvalorizar o perigo; segundo, alarmismo, que leva as pessoas a tomar comportamentos que não são adequados”. Por isso, adverte o chefe de Governo: “Todos temos de ter muito cuidado na forma como é gerida a informação.”

O primeiro-ministro apelou ainda a que as populações sigam os apelos das autoridades, em particular no momento da evacuação das casas.

“Gostaria de insistir muito junto de todos, que é essencial para a preservação da vida humana, para diminuirmos o risco de acidentes pessoais, que todos sigam as instruções das autoridades. Quando apelam à evacuação, as autoridades não estão a violar a Constituição nem a lei, estão a assegurar o maior bem mais precioso que existe, que é a vida”. E advertiu: “É irresponsável qualquer tipo de apelo para que as populações não sigam as recomendações das autoridade”.

 

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