Enfarte de Casillas: "Temos homem. Se temos ou não jogador é secundário"

Casillas sofreu um enfarte agudo do miocárdio e foi hospitalizado. Embora o FC Porto tenha revelado que o jogador não corria risco de vida, médicos dizem que ainda é cedo para se avaliar a gravidade daquilo que aconteceu.

Enfarte de Casillas:
Imagem: Marca

Casillas sofreu esta quarta-feira um enfarte agudo do miocárdio e foi hospitalizado. E embora o FC Porto tenha revelado, em comunicado, que o jogador não corria risco de vida – “Casillas está bem, estável e com o problema cardíaco resolvido”-, logo se especulou sobre se poderia ou não voltar a jogar.

Esta época é quase garantido que não até porque faltam apenas três jogos, mas na próxima logo se vê. Tudo depende da gravidade do enfarte referiu o antigo médico do FC Porto, Domingos Gomes, em declarações ao DN.

“Conheço bem o rigor do protocolo clínico do FC Porto e sei que vão até às última consequências para saber a origem do problema e por isso ele não voltará a por um pé num relvado sem que seja seguro. No entanto é sabido que o exercício físico traz benefícios. O importante é que temos homem, se temos jogador de futebol é secundário”, afirmou.

O médico recordou que o coração continua a ser um “mistério” para a medicina desportiva, no sentido que “a maior parte do problemas cardíacos não são detetáveis”.

enfarte de casillas

Já o cardiologista de intervenção do Hospital de Santa Cruz e do Hospital da Luz, Henrique Gabriel, referiu que em termos de recuperação como homem e de carreira do profissional depende muito da gravidade do enfarte e isso não se sabe.

“Os enfartes, por definição, são todos agudos, é uma artéria que entope e é preciso fazer um cateterismo para desobstruir”, explicou, lembrando que a extensão do enfarte “só é avaliada de forma definitiva ao fim de 24 ou 48 horas porque uma das coisas mais importantes é o resultado das análises nas primeiras 48 horas”. Ou seja, só hoje ou amanhã, Casillas saberá a gravidade do que sofreu e a sua extensão.

Recorde-se que Casillas sentiu uma indisposição no final do treino realizado no Olival, tendo sido levado para o Hospital da CUF, no Porto. O tempo que durou a obstrução é vital para um diagnóstico futuro: “Não tenho informação concreta sobre o caso em si, mas tudo depende do tamanho do músculo afetado e do tempo que a circulação sanguínea foi afetada. O limite são 90 minutos.”

 

Comente esta notícia