"Estado virou barriga de aluguer de interesses familiares"

Disse André Ventura depois de se saber que o Estado contratou o pai, a mãe e o irmão da ministra da Cultura.

Imagem: CM

As novas polémicas com as nomeações de familiares deixaram o Governo novamente na mira de André Ventura, que questiona também o papel de Marcelo Rebelo de Sousa nestas situações.

Numa entrevista ao PT Jornal, o líder do partido Chega recordou as “desculpas” dadas pelo PS para recuperar o tema.

“Afinal não se tratava apenas da rápida e curiosa ascensão de um padeiro para Adjunto. Uma teia muito mais profunda e subreptícia haveria de se revelar nos últimos dias: o pai de Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, tem negócios com o Estado e, imagine-se, a ministra da Cultura, a tal que não gosta dos jornais portugueses, afinal tem a família toda metida em negócios com o Estado”, afirmou.

“É o pai, a mãe e o irmão… (e ela própria) só faltam alguns primos distantes ou os sobrinhos ainda menores”, ironizou.

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Recorde-se que a Câmara de Lisboa (PS) e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (tutelada pelo Governo) contrataram empresas detidas a 100% pela família direta de Graça Fonseca (Cultura). Gastaram 177.845 euros em ajustes diretos. De recordar ainda que Graça Fonseca foi chefe de gabinete no governo de Sócrates que durou de 2005-2008.

E foi precisamente em 2007, que a empresa da família da agora ministra ganhou quatro concursos da Parque Escolar, auferindo cerca de 595 mil euros

“É vergonhoso, um escândalo que, perante tal situação, nos termos da Lei de Incompatibilidades e Impedimentos dos titulares de cargos políticos, deveria implicar a demissão dos ministros”, reforçou.

 

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