Ex-presidente Paula Brito e Costa deve 350 mil euros à Raríssimas

Após o escândalo, que levou à demissão do então secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, e afastou a presidente da Raríssimas, já se sabe o valor que Paula Brito e Costa desviou para gastos pessoais.

Ex-presidente Paula Brito e Costa deve 350 mil euros à Raríssimas
Imagem: Expresso

No dia em que decorreu a Assembleia Geral da Raríssimas, para apresentação e aprovação do relatório e contas do exercício de 2019, e para divulgar os resultados de uma auditoria às contas da associação até 2017, foram divulgados dados que indicam essas dívidas, relacionadas nomeadamente com alimentação e transporte.

O documento faz referência ao facto de, em janeiro de 2018, ter sido instaurado um processo disciplinar a Paula Brito da Costa, no seguimento do escândalo relacionado com a IPSS.

O caso de desvio de dinheiro da associação para gastos pessoais levou à demissão do então secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado (na imagem), e afastou a presidente, Paula Brito da Costa. Isto por haver conflito de interesses, uma vez que foi divulgado que ambos mantinham um caso extra-conjugal.

Ex-presidente Paula Brito e Costa deve 350 mil euros à Raríssimas

Segundo o documento publicado na página da IPSS, no âmbito do processo disciplinar foram identificadas despesas não relacionadas com a atividade da Raríssimas, como reembolso de despesas de alimentação em simultâneo com subsídio de alimentação, “reembolso de despesas estranhas à atividade da entidade”, e quilómetros pagos por deslocações não efetuadas, quer a Paula Brito da Costa quer ao seu marido.

Feitas as contas, a ex-presidente deve devolver à Raríssimas 349.308,11 euros, a que acresce montantes pagos a título de remuneração.

Ex-presidente Paula Brito e Costa deve 350 mil euros à Raríssimas

Recorde-se que a Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais Raras -, foi fundada em abril de 2002 e destina-se a apoiar pessoas com doenças raras.

Na sequência do escândalo houve “repercussões graves ao nível dos apoios recebidos de parceiros e mecenas” e que a instituição se encontra “num período de fragilidade económica e financeira”, revelou uma fonte da instituição ouvida pela Lusa, acrescentando que, no último ano, saiu da Raríssimas um “grande número de funcionários”.

 

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