Federação fecha estádio da Luz por um jogo

Sporting de Braga e Paços de Ferreira também foram punidos com um jogo à porta fechada.

Federação fecha estádio da Luz por um jogo
Imagem: CM

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) puniu o Benfica com um jogo à porta fechada devido aos distúrbios causados pelos adeptos em partidas da época passada. Entre os distúrbios, refere-se, por exemplo, o arremesso de objetos perigosos para o campo.

Além de um jogo à porta fechada, os encarnados terão ainda de pagar uma multa de 29 680 euros. Notificados com a decisão da Federação, o Benfica não tardou a responder.

“O Benfica considera a decisão tomada em reunião restrita do CD da FPF absolutamente ilegal, infundada e injusta”, reagiram os encarnados, no site oficial.

Tal como avança o CM, as águias admitem ainda processar a FPF por danos desportivos e financeiros. Recorde-se que os encarnados já tinham recebido multas relativamente às deslocações a Tondela, Portimão e Paços de Ferreira, mas os adeptos voltaram a criar problemas no jogo frente ao Estoril em 2017/18, dando assim origem à punição.

O Sp. Braga e o Paços de Ferreira, que entretanto foi despromovido à II Liga, também foram castigados pelas mesmas razões. No entanto, os três clubes podem recorrer ao Conselho de Disciplina e suspender o castigo. Em última instância, terão de apresentar uma providência cautelar ao Tribunal Arbitral do Desporto.

O Benfica já tinha sido punido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude com um jogo à porta fechada, devido às claques ilegais.

Federação fecha estádio da Luz por um jogo

Leia o comunicado das águias na íntegra:

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD vem, por esta via, confirmar que foi hoje notificada da decisão tomada em reunião restrita do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, que condena o SL Benfica na sanção de realização de um jogo à porta fechada.

Em causa está, segundo afirma o acórdão, a responsabilidade do SL Benfica pelo comportamento dos seus adeptos durante o jogo Estoril vs SL Benfica, de 21.04.2018, traduzido no arremesso de algumas tochas para o terreno de jogo, aquando da celebração dos golos do SL Benfica.

O SL Benfica considera a decisão tomada em reunião restrita do CD FPF absolutamente ilegal, infundada e injusta, tendo em conta os factos e a prova produzida, uma vez que:

  • O jogo foi disputado pelo SL Benfica na condição de equipa visitante, e não no Estádio do SL Benfica. Como tal, não era o SL Benfica o promotor do espetáculo desportivo;
  • Assim sendo, era à equipa visitada (e não ao SL Benfica) que competia assegurar a segurança do jogo, designadamente, a contratação de policiamento e de assistentes de recinto desportivo, realizar a revista de pessoas e bens, proibir a entrada de objetos proibidos ou perigosos no estádio e, em geral, o garantir da ordem e da disciplina no recinto desportivo;
  • Não foram identificados, detidos nem expulsos do estádio os adeptos autores dos arremessos – obrigação esta que competia aos assistentes de recinto desportivo e às forças de segurança;
  • Ficou provado, que mesmo nos jogos realizados fora de casa, o SL Benfica faz-se acompanhar do seu Diretor de Segurança e/ou do Diretor de Segurança Adjunto, e do Oficial de Ligação aos Adeptos;
  • No jogo em causa, contrariando a ficha técnica do Estádio António Coimbra da Mota, os adeptos do SL Benfica foram alocados à bancada central nascente, quando o deveriam ter sido na bancada de topo norte, facto este que mereceu a discordância prévia e expressa do SL Benfica junto da Estoril Praia SAD, Liga Portuguesa de Futebol Profissional e forças de segurança, por então considerar que se estava a potenciar o risco de arremesso de objetos para o interior do recinto (como veio a acontecer);
  • Importa destacar ainda que o SL Benfica demonstrou ter adotado um conjunto de medidas de carácter preventivo e profilático antes da realização do jogo aqui em causa;
  • É ridícula a interpretação da norma aplicada no sentido de se considerar que, aquando de “uma manifestação de regozijo” – conforme leitura do próprio árbitro do jogo –, durante a celebração de um golo, um “atraso” no reinício do jogo inferior a 45 segundos, estão preenchidos os requisitos que determinem a sanção de realização de um jogo à porta fechada. As normas interpretam-se e não se aplicam de forma autómata;
  • Ficou ainda demonstrado neste processo disciplinar, e em todos os outros relacionados com a realização de eventos desportivos, que o SL Benfica é o clube que mais investe em segurança e na promoção de ações destinadas a sensibilizar os adeptos para o fair play;
  • O SL Benfica foi, assim, punido por factos pelos quais não tem qualquer culpa ou responsabilidade, desde logo porque não violou qualquer dever que lhe seja imposto por lei ou regulamento.
  • Não se conformando com a decisão, o SL Benfica irá apresentar de imediato recurso para o Pleno do Conselho de Disciplina, o qual terá efeitos suspensivos.
  • O SL Benfica mais garante que não deixará de acionar todos os meios legalmente ao seu dispor com vista a reverter esta decisão ilegal, incompreensível e destituída de qualquer ponderação, que em si penaliza muito mais os adeptos e o futebol do que aqueles cujos comportamentos supostamente pretende punir.

 

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