Fisco retira cadela a família com dívidas e vende-a pela internet

A dificuldade na cobrança de uma dívida fiscal a uma família levou as autoridades alemãs a apreenderem o animal de estimação e a vendê-lo no eBay.

Fisco retira cadela a família com dívidas e vende-a pela internet
Imagem: TVI24

A imprensa alemã divulgou a notícia e muitos foram os internautas que ficaram chocados com a decisão do Fisco. Isto porque achavam impensável confiscar um animal para se liquidarem dívidas.

Porém, as autoridades fiscais de uma cidade alemã resolveu cobrar uma dívida assim mesmo, tirando uma cadela aos donos e vendendo-a na internet.

Inicialmente, a ideia das autoridades de Ahlen era ficarem com a cadeira de rodas do dono, por ser o bem mais valioso da casa. Só não a puderam levar porque pertencia não à família, mas ao seguro de uma associação de trabalhadores. Acabaram por levar Edda, uma cadela preta da raça Pug, com pedigree.

O animal esteve à venda no eBay por 750 euros, o que na verdade é metade do valor que costuma ser pago por um cão com estas características na Alemanha. Edda foi comprada por uma polícia, Michaela Jordan, que estranhou o preço tão baixo, como afirmou ao jornal alemão “Ahlener Tageblatt”.

Fisco retira cadela a família com dívidas e vende-a pela internet

A mulher contou que ligou para o número que constava no anúncio online para saber se o animal era saudável. Garantiram que sim, mas na verdade Edda tinha problemas de saúde. Por isso, quer ser indeminzada pelas autoridades da cidade de Ahlen, tendo em conta que já gastou, pelo que diz, cerca de 1.800 euros com a cadela.

A imprensa alemã também encontrou os antigos donos. A ex-dona criticou dois fiscais da câmara e um oficial de justiça pela forma “totalmente errada” como o processo decorreu e como atuaram em sua casa.

Sabe-se que a família endividada também tinha pagamentos em atraso de uma taxa sobre cães – situação que ajudou a justificar a decisão de levar o animal.

O caso está a gerar fortes críticas nas redes sociais. Muitos internautas consideram cruel a decisão de apreender Edda.

 

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