Imigrantes não serão expulsas se derem os filhos para a adoção

Medida polémica, que está a gerar uma onda de revolta um pouco por todo o mundo, foi proposta pelo Partido Popular (PP) espanhol e visa combater a descida da natalidade no país.

Imigrantes não serão expulsas se derem os filhos para a adoção
Imagem: Sábado

De acordo com uma proposta do Partido Popular (PP) espanhol, se uma mulher que estiver em Espanha sem documentação decidir entregar o seu filho para a adoção, passa a ficar protegida da deportação, ainda que por tempo limitado (podendo ainda, no futuro, vir a ser mandada para o seu país de origem, apesar de já ter abdicado do filho).

A polémica medida faz parte da estratégia do PP para combater a descida da natalidade em Espanha, e está a ser anunciada na campanha do líder do partido, Pablo Casado – que sucedeu a Mariano Rajoy, depois da queda do Governo em junho de 2018.

Imigrantes não serão expulsas se derem os filhos para a adoção

O PP rejeita, no entanto, que esteja a propor às mulheres que entreguem os seus filhos em troca de permanecer no país. “Isso seria literalmente uma barbaridade”, afirmaram fontes do partido, em declarações ao jornal La Vanguardia.

Porém, são inúmeras as pessoas que veem exatamente assim a proposta do PP e as reações negativas não tardaram a chegar.

A número dois do governo de Pedro Sánchez, Carmen Calvo, deixa a pergunta: “que tipo de maternidade se defende quando se propõe que os filhos sejam separados das suas mães a troco de algo?”

 

Já a presidente da câmara de Barcelona optou por uma abordagem mais agressiva: “Machistas. Racistas. Classicistas. Só nos faltava sequestradores de crianças. Fascistas.” Nas redes sociais, reações semelhantes multiplicam-se.

 

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