Irmãs Cupertino condenadas por matar bebé...e de forma bárbara

Tribunal de Almada condenou a mãe que matou a própria bebé a 18 anos e três meses de prisão efetiva. Já a tia a 15 anos e três meses. A juíza disse-lhes: "poucas vezes vi uma situação tão brutal com alguém tão desamparado".

Irmãs Cupertino condenadas por matar bebé...e de forma bárbara
Imagem: VIP

“Poucas vezes vi uma situação tão brutal com alguém tão desamparado. Uma bebé morta pela mãe e pela tia, num ato praticado com uma violenta energia, criminosa e bárbara”. Foi com estas palavras que a juíza Fátima Almeida, do tribunal de Almada, mandou esta terça-feira para a cadeia as irmãs gémeas Rafaela (a mãe, na imagem abaixo) e Inês Cupertino, de 26 anos.

A primeira tem 18 anos e três meses para cumprir, a outra 15 anos e três meses pela morte da filha de Rafaela, recém-nascida, em 2018, no Seixal. As irmãs ouviram a decisão de cabeça erguida, sem mostrar emoção.

Irmãs Cupertino condenadas por matar bebé...e de forma bárbara

Na leitura da sentença, a juíza Fátima Almeida sublinhou a brutalidade com que o cordão umbilical foi cortado e referiu que só as fotografias e as provas do crime “impressionaram quem as viu”.

Para o tribunal, não havia um motivo que antecipasse este desfecho trágico. As irmãs trabalhavam, tinham casa própria e um grande apoio da família.

“Em momento algum as arguidas pensaram em defender quem é mais fraco e indefeso”, acrescentou a magistrada, que pediu às arguidas para “analisarem o que fizeram porque só assim vão conseguir dar um passo em frente e perceberem porque erraram”.

As irmãs foram condenadas pelos crimes de homicídio qualificado em coautoria e profanação de cadáver. Rafaela deu à luz uma menina saudável, num parto auxiliado pela irmã. Após o nascimento, a mãe tentou afogá-la na banheira e acabou por matá-la com três facadas no peito. Depois do crime, Inês colocou o corpo da bebé dentro de um saco de compras, na cozinha.

Irmãs Cupertino condenadas por matar bebé...e de forma bárbara

O crime acabaria por ser descoberto na sequência da hemorragia e dos desmaios constantes de Rafaela, que obrigaram à intervenção dos meios de socorro e da polícia.

Recorde-se que Rafaela escondeu a gravidez de toda a família. Durante a gestação tapou a barriga e chegou a usar uma cinta compressora. Consumiu álcool e drogas e deu murros no abdómen.

 

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