Jesus tem provas de que Bruno mandou Juve Leo "apertar" com balneário

O ataque à Academia de Alcochete por um grupo de 50 adeptos do Sporting, pode ter sido um golpe interno...e com a autorização de Bruno de Carvalho.

Jesus tem provas de que Bruno mandou Juve Leo
Imagem: Expresso

Tal como avança o jornal Público, Jorge Jesus terá na sua posse provas de contactos entre Bruno de Carvalho e líderes da Juve Leo para autorizar os radicais desta claque do clube a “apertarem” com jogadores e equipa técnica.

Sabe-se que, depois da final de domingo, na qual o Sporting disputará a Taça de Portugal, Jesus pretende reunir-se com o presidente leonino para formalizar a sua desvinculação dos quadros da SAD.

Ao que consta, Jesus poderá utilizar as provas em causa se Bruno de Carvalho não facilitar a saída. O treinador assegurou que irá acrescentar ao depoimento que já fez na polícia, após os incidentes na Academia do clube, na terça-feira, um conjunto de dados de que teve conhecimento nos últimos dias e que considera relevantes para o que aconteceu em Alcochete.

Aos olhos de Jesus, o presidente do Sporting é o autor moral dos crimes de sequestro, atentado contra a sua integridade física (agressão qualificada) e de associação criminosa.

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O treinador considera particularmente relevantes as declarações públicas do antigo diretor de instalações da Academia do Sporting, José Diogo Salema, que disse que durante os 8 anos de segurança em que esteve à frente da segurança da Academia, as portas eram encerradas sempre que a equipa treinava.

Também vários jogadores estão determinados a rescindir caso Bruno de Carvalho não seja demitido, iniciativa que o presidente já recusou, como teve oportunidade de comunicar esta quinta-feira à noite: “Não nos vamos demitir”, garantiu o presidente leonino numa comunicação conjunta com membros da direção e do Conselho Fiscal, em Alvalade.

O dirigente dos “leões” sublinhou que está pedida uma Assembleia-Geral extraordinária para ouvir os sócios do clube. “Olhamos para o lado e o que vemos? Pedidos e ameaças de demissões, pressões tremendas para mais demissões, inclusivamente dizendo às pessoas que nunca mais terão trabalho na sua vida, o que acho lamentável. Aquilo que nós não vemos são os superiores interesse do Sporting a ser protegidos”, disse Bruno de Carvalho.

 

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