Militar da GNR suicida-se no quartel em Coimbra

O militar de 45 anos de idade tinha 22 anos de serviço na Guarda Nacional Republicana. Disparou contra o peito e, apesar de todos os esforços das equipas de socorro, acabou por falecer.

Militar da GNR suicida-se no quartel em Coimbra
Imagem: CM

Um militar da GNR suicidou-se esta quinta-feira, em Coimbra, dentro do quartel do Destacamento de Trânsito da GNR.

Segundo nota oficial do Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana, o militar, que tinha 22 anos de serviço na GNR e 45 anos de idade, “foi encontrado inanimado, em instalações da referida sub -unidade, na sequência de um aparente disparo com a sua arma do serviço, alegadamente realizado pelo próprio”.

“De imediato, foram acionados os meios de emergência médica e efetuada comunicação à Polícia Judiciária Militar, que tomou conta da ocorrência”, acrescenta a nota.

A GNR informou, entretanto, que “o óbito foi declarado no local pelas autoridades competentes e a situação comunicada à família, que se encontra a ser acompanhada por psicólogos do Centro de Psicologia e Intervenção Social da GNR”.

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De acordo com informações prestadas pelos colegas, o militar vivia intensamente a sua profissão. “Era um homem que fazia muitas patrulhas sozinho e temia pela vida”, contou ao JN um colega, que não se quis identificar.

Sabe-se também que o guarda era colega dos dois elementos da GNR que, na madrugada de 15 de junho, foram atingidos a tiro durante uma perseguição na zona de Cernache, tendo um deles sido hospitalizado com uma bala alojada no maxilar. Segundo os colegas, houve muita indignação no destacamento por falta de apoio das patentes mais altas perante essa situação.

Este caso faz aumentar o número de suicídios nas Polícias. Entre 2000 e 2017, tinham cometido suicídio 137 elementos ligados à GNR e à PSP, segundo um estudo publicado no ano passado.

 

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