Suiça: mulheres em greve querem mais "tempo, salário e respeito"

Protesto acontece 28 anos depois de uma manifestação semelhante, em 1991, quando meio milhão de mulheres saiu à rua a pedir mais acções para a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Suiça: mulheres em greve querem mais
Imagem: iStock

Centenas de mulheres saíram esta sexta-feira, dia 14 de junho, à rua, em várias cidades da Suíça, dando início a uma greve de por direitos iguais. Queixam-se de trabalho precário, de falta de licença de maternidade. Em resumo: querem mais “dinheiro, tempo e respeito” para as mulheres.

O protesto acontece 28 anos depois de uma manifestação semelhante, em 1991, quando meio milhão de mulheres saiu à rua a pedir mais acções para a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Na altura, não havia mulheres no Governo, nem licença de maternidade inscrita na lei. E o fim da necessidade da permissão do marido para abrir uma conta bancária acontecera apenas cinco anos antes, em 1986.

mulheres em greve querem mais tempo, salario e respeito

Apesar de o país ter uma história de luta pelos direitos das mulheres, ainda é um dos países ocidentais com um lugar mais baixo em termos de igualdade de salários.

A emissora britânica BBC lembra que, após o fim da I Guerra Mundial, em 1918, as suíças juntaram-se a milhões de mulheres que reivindicaram o direito de voto na Europa —, mas que só o conseguiram em 1971. Na Alemanha, por exemplo, as mulheres puderam votar a partir de 1919, em Portugal, em 1968.

As mulheres ganham em média menos 12% do que os homens, aponta o texto da organização do protesto. “Na idade de reforma, têm em média menos 37%” do que os homens, e “tratam ainda de dois terços do trabalho não pago como o doméstico, cuidar das crianças, e reduzem assim o tempo de trabalho pago”, explica o manifesto, citado pela revista alemã Der Spiegel.

 

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