"Não há 23 milhões para os enfermeiros, mas há 83 milhões para o Parlamento”

André Ventura considerou ainda que "ninguém tem absoluta razão no braço de ferro entre o Governo e os enfermeiros", mas criticou o executivo de Costa por "quase criminalizar o discurso" dos profissionais de saúde.

Imagem: CM

André Ventura abordou a situação dos enfermeiros e recordou que o problema tem “mais de três décadas”, motivo pelo qual não pode ser resolvido numa só legislatura.

Em declarações ao PT Jornal, o ex-vereador da Câmara de Loures criticou ainda o Governo por “quase criminalizar o discurso de uma classe”, os enfermeiros, “que, tal como os fisioterapeutas, tem sido sistematicamente discriminada e humilhada pelos sucessivos governos”.

“Parece evidente que, pelo menos, o descongelamento das carreiras para os enfermeiros que, desde 2010, ficaram sem a devida avaliação, é da mais elementar justiça”, afirmou.

“A questão da carga horária e dos instrumentos jurídicos de contratação, bem como a revisão de carreiras, são provavelmente elementos a corrigir de forma gradual e faseada, mas a compensação financeira relativamente ao número de anos que estes e outros profissionais da saúde têm ficado estagnados na carreira é da mais elementar justiça”, prosseguiu.

O líder do partido Chega fez questão de dar um exemplo, mesmo sabendo “que muitos considerarão demagógico”, apesar de “elucidar bem o país em que vivemos”.

“Cria-se uma enorme dificuldade por causa de 23 milhões de euros referentes ao descongelamento da carreira dos enfermeiros, mas o Parlamento aumenta os seus gastos em 2019 (para 83 milhões de euros) e os salários dos deputados não cessam de aumentar com as ajudas de custo (este ano estimadas em 37 por cento do salário)”.

“Vergonhoso”, concluiu André Ventura.

 

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