Oficial: Bruno, Mustafá e Jacinto "conheciam o plano" do ataque

Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa emitiu comunicado a esclarecer informações sobre o processo que diz respeito à invasão à Academia de Alcochete e agressões ao plantel do Sporting.

Oficial: Bruno, Mustafá e Jacinto
Imagem: CM

O Ministério Público fez saber que são 44 os arguidos no processo que diz respeito aos factos ocorridos a 15 de maio em Alcochete.

Destes, 41 são “pertencentes a um grupo organizado de adeptos”, a Juve Leo, enquanto os restantes três são “Mustafá, Bruno Jacinto, o oficial de ligação aos adeptos do clube de Alvalade, e Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting”, lê-se num comunicado divulgado esta sexta-feira pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL.

Os arguidos são suspeitos da prática dos “crimes de introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, terrorismo, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, resistência e coação sobre funcionário e tráfico de estupefacientes”.

O Ministério Público refere que, “no essencial, ficou fortemente indiciado que 41 dos arguidos agiram, em comunhão de esforços e intentos, com a finalidade de executarem um plano comum previamente traçado”, tendo levado a cabo um conjunto de agressões que incluíram “atingi-los [aos ofendidos] com tochas, cintos, paus e bastões em regiões do corpo”.

Oficial: Bruno, Mustafá e Jacinto

A procuradora Cândida Vilar sublinhou ainda que os 41 suspeitos tiveram “intenção de originar um ambiente de pânico e sofrimento físico e psicológico, sujeitando-os [as vítimas] a tratamento não compatível com a natureza humana”.

Também ficou “fortemente indiciado” que Bruno de Carvalho, Mustafá e Bruno Jacinto “conheciam o plano delineado pelos restantes 41 e determinaram-nos à prática” do mesmo, sendo que “nada fizeram para impedir a prática de tais atos violentos contra os ofendidos, tanto mais que criticaram sucessivamente os jogadores, potenciando um clima de violência contra os mesmos”.

O Ministério Público revelou ainda que, no decorrer das diligências, foram “recolhidos abundantes meios de prova”, apreendidos diversos objetos utilizados na prática ilícita e ainda indicadas 68 testemunhas”.

Recorde-se que o Ministério Público acusou, esta sexta-feira, Bruno de Carvalho de 98 crimes, incluindo terrorismo e sequestro. São 40 crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, um de detenção de arma proibida e crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados.

 

 

Comente esta notícia