Pardal Henriques: "A greve pode durar 10 anos se for preciso"

O porta-voz e advogado do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas disse que os camionistas que aderiram à greve estão a ser recrutados para trabalhar, logo, continuam a ser remunerados e não têm nada a perder em continuar em greve.

Pardal Henriques:
Imagem: JN

Pedro Pardal Henriques anunciou que a greve dos motoristas de matérias perigosas pode durar “10 anos se for preciso”, mesmo com a requisição civil declarada pelo Governo esta segunda-feira.

De acordo com o porta-voz e advogado do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, os camionistas que aderiram à paralisação estão a ser recrutados para trabalhar, logo, continuam a ser remunerados e não têm nada a perder em continuar em greve.

“A requisição civil não veio tirar força à greve”, garantiu Pardal Henriques, acrescentando que mesmo com a requisição civil não existe forma de garantir combustíveis em todos os postos de combustível do país, visto os motoristas estão apenas a fazer turnos de oito horas e a não realizarem horas extra, o que irá comprometer o abastecimento.

pardal henriques

Pardal Henriques acredita que o cenário do segundo dia de greve vai piorar bastante, comparativamente ao primeiro dia. “Bastou um dia de greve para ficarem 600 postos sem abastecimento e para ser a loucura no aeroporto. Hoje vai ser pior, o que estava ontem vai agravar-se e estas pessoas não têm nada a perder”, destacou.

Pardal Henriques disse ainda que todo o dinheiro que o Governo está a investir na mobilização dos militares seria o suficiente para aumentar a remuneração dos motoristas. O representante da estrutura sindical acusou o Governo de estar a deixar o país numa “desorganização total” por quererem mostrar que o país está a andar. No entanto, “escalam-nos todos para as seis da manhã”, logo, ao início da tarde deixam de haver camionistas para trabalhar.

 

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