PCP acusado de querer despejar reformados para "rentabilizar" prédio

Partido Comunista adquiriu prédio na Ajuda, em Lisboa, e terá dito à comissão de idosos que deveria sair da atual loja para, assim, conseguir o retorno do investimento.

PCP acusado de querer despejar reformados para
Imagem: JN

Tal como avança o JN, a CURIFA (Comissão Unitária de Reformados e Idosos da Ajuda) diz estar ameaçada de despejo da loja de um prédio onde está instalada, desde 2003, porque o imóvel, situado na Rua das Mercês, na Ajuda, em Lisboa, foi recentemente adquirido pelo Partido Comunista Português (PCP), que pretende agora o retorno do investimento.

Fonte ligada à associação disse ao mesmo jornal que, a 10 de outubro, a Direção foi chamada pelo partido e informada de que teria de abandonar o local até 1 de novembro, por necessidade de “rentabilizar” o espaço. Perante o protesto de alguns elementos, os responsáveis do PCP terão dito então que a comissão poderia permanecer além daquela data, mas não fixou novo prazo.

“Disseram-nos apenas que podíamos ficar mais tempo, mas tínhamos de arranjar outro espaço. Ficaram de reunir connosco, mas nunca mais disseram nada”, adiantou a mesma fonte.

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O anúncio de saída, que “não foi posto por escrito”, segundo fonte da comissão, surpreendeu a coletividade, deixando-a na iminência de ter de suspender as suas atividades. “Não compreendemos como o PCP ainda no sábado andou a distribuir panfletos no mercado da Ajuda a protestar contra a lei dos despejos e depois toma esta atitude”.

Já o PCP, numa nota escrita enviada ao JN, declarou “estranhar esta especulação promovida por interesses que não estão claros, uma vez que todos os aspetos decorrentes das obras de recuperação do edifício do Centro de Trabalho do PCP na Ajuda estão a ser considerados em diálogo com a Direção da associação de reformados, e que é falso que se esteja a promover um processo de despejo”.

O presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, a quem a CURIFA pediu apoio, desmentiu os comunistas: “Após receber um abaixo-assinado da comissão, reuni com três elementos do PCP, que nos disseram claramente que não era aceitável o regresso da associação porque tinham de rentabilizar o espaço”.

 

 

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