PJ investiga árbitros da I Liga de futebol

Cerca de 30 árbitros conhecidos vão dar a cara para falar sobre as irregularidades que estão a acontecer no seio do Conselho de Arbitragem.

PJ investiga árbitros da I Liga de futebol
Imagem: CM

Um ex-árbitro apresentou há cerca de um mês uma queixa-crime no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto contra “a falta de transparência” da seção de classificações do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.

Recorde-se que são essas avaliações que determinam quem sobe e quem desce de escalão ou quem chega a internacional.

De acordo com a revista “Sábado”, a Polícia Judiciária já está a investigar as inúmeras suspeitas levantadas, que se prendem com a “forma opaca”, segundo fonte próxima desta processo, como a secção de classificações gere, há vários anos, as notas dos árbitros, assistentes, vídeo-árbitros e observadores (avaliadores no terreno).

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A queixa – cuja investigação está a ser acompanhada pelo DIAP de Lisboa – foi apoiada por um grupo alargado de árbitros e assistentes, apoiados por uma equipa de advogados.

Os autores entendem que tem havido viciação das notas para favorecer uns e prejudicar outros, processo ao qual, apesar de ser um procedimento regulamentar obrigatório, não conseguem ter acesso, salvo raras exceções.

Houve casos em que foram pedidos dezenas de vezes documentos à seção de classificações, ao Conselho de Arbitragem e à Federação Portuguesa de Futebol, designadamente, os critérios de avaliação e o peso dos parâmetros na nota final, que foram sucessivamente recusados, sem qualquer justificação da FPF.

Uma fonte ligada ao processo adiantou à mesma revista que há cerca de 30 árbitros ou assistentes “com alto perfil mediático” que nas próximas semanas vão dar a cara, “no local próprio”, para desmontar as práticas, uma a uma, que consideram ilegais e punitivas por parte da secção de classificações e do Conselho de Arbitragem, constituída pelo vice-presidente do Conselho de Arbitragem Lucílio Batista (na imagem acima) e os vogais Albano Fialho e Pedro Portugal, sob orientação do presidente do Conselho de Arbitragem, Fontelas Gomes.

 

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