Homem pode ser condenado a 20 anos por ter dado água a migrantes

Scott Waren é voluntário numa organização humanitária e está a ser julgado por ter providenciado comida e água a duas pessoas.

Homem pode ser condenado a 20 anos por ter dado água a migrantes
Imagem: Sábado

Um voluntário da organização humanitária “No More Deaths”, Scott Waren, deu água e comida a dois migrantes. Agora poderá vir a ser condenando a 20 anos de prisão.

A organização ajuda migrantes a atravessar o deserto do Sonora do México em direção aos Estados Unidos. Scott foi detido e está a ser julgado por esconder foragidos e um delito de conspiração para crime por ter providenciado comida e água a duas pessoas. Pode ser condenado até 20 anos de prisão pelo Tribunal Federal de Tucson.

Num texto publicado no Washington Post, Scott conta a história de Jose e Kristian, os dois homens que ajudou. Durante a sua travessia, eles souberam do “celeiro”, um sítio no deserto onde se juntam voluntários e os migrantes acedem a bebida, comida e cuidados médicos. Scott, Jose e Kristian foram presos à saída de lá.

 

Antes de serem deportados “rumo aos países de tinham fugido para sobreviver”, Jose e Kristian foram ouvidos e considerados testemunhas materiais dos crimes de Scott Warren.

De acordo com o blogue da “No More Deaths”, o governo dos EUA sustentou no julgamento que o caso não é sobre “ajuda humanitária”. O procurador defendeu que os dois migrantes não precisavam de comida ou bebida, pois tinham comido antes de chegar ao “celeiro”: dividiram um burrito depois de caminharem dois dias, explica a “No More Deaths”.

No Washington Post, Warren explica que a organização deixa bidões de água e baldes com comida enlatada, meias e um kit de primeiros socorros ao longo dos trilhos no deserto, onde se sentem temperaturas muito altas. Por isso, outros voluntários como ele foram ameaçados com prisão e multas até 10 mil dólares por contra-ordenações federais. Um exemplo? “Abandono de propriedade” por deixarem comida e água no chão.

O julgamento arrancou a 30 de maio e pode ser seguido através do site da organização.

 

Comente esta notícia