Polémica: mudam sinalização para peregrinos passarem em áreas hoteleiras

Os sinais que indicam onde os peregrinos devem caminhar são apagados e substituídos por várias setas amarelas pintadas no asfalto. “A sinalização do Caminho de Santiago é sagrada e não pode ser modificada por interesses comerciais ou pessoais”.

Polémica: mudam sinalização para peregrinos passarem em áreas hoteleiras
Imagem: JN

O município de Ponferrada, em Leão, Espanha, está contra a “rota pirata” que surgiu depois de vários sinais referentes ao Caminho de Santiago terem sido alterados para obrigar os peregrinos a passar por áreas hoteleiras.

A falsa sinalização não é algo novo e não afeta apenas a população de Leão, em Espanha. A mudança da sinalização do Caminho Francês, o itinerário mais percorrido nas peregrinações a Santiago, é recorrente e difícil de erradicar.

“O problema é a má imagem que damos ao peregrino que nos visita, tanto no Caminho, como na cidade de Ponferrada”, disse Roger De La Cruz, presidente da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago do Bierzo, em declarações ao jornal espanho “El Pais”. “O nosso ponto negro é uma bifurcação localizada nos arredores de Ponferrada, vindo da cidade de Molinaseca, por onde passa o Caminho Francês”.

Polémica: mudam sinalização para peregrinos passarem em áreas hoteleiras

Nesse local, o sinal que indica onde os peregrinos devem caminhar é apagado e substituído por várias setas amarelas pintadas no asfalto “que enganam os caminhantes e os levam noutra rota, fazendo até com que se percam”.

Se o viajante decidir seguir a estrada à esquerda, alcançará o destino final evitando andar nas estradas, sem perigo e sem ficar desorientado. Se escolher o lado errado, corre o risco de fazer um desvio maior ou até seguir o caminho oposto, na direção de Astorga.

De La Cruz, defende que “a sinalização do Caminho é sagrada e não pode ser modificada por interesses comerciais ou pessoais”, acrescentando que “não se pode permitir que algumas pessoas com uma simples lata de spray ou um balde de tinta amarela o manipulem”.

Para o diretor da Associação de Amigos do Caminho de Santigo no Bierzo, a solução passará pela “imposição de sanções económicas que, atualmente, nem sequer existem”.

 

 

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