Porto: juíza chocada com crime arrasa homicida

"Matou a vítima e levou-a até um espaço que servia de lixeira. Tratou-a como lixo. É chocante a leviandade com que tirou a vida a uma mulher jovem, bonita, mãe de filhos", disse a magistrada...mas não se ficou por aqui.

Porto: juíza chocada com crime arrasa homicida
Imagem: SIJ

Renato Farias, de 42 anos, só foi detido dois anos após o crime. Foi localizado em França, para onde fugiu após ter matado e enterrado o corpo de Rayane Fernandes, de 30 anos, uma amiga da sua mulher.

Rayane (na imagem), que trabalhava num bar de alterne, vivia com Renato e a mulher na cidade do Porto. Na madrugada do crime, a companheira do arguido não estava, já que tinha viajado para o Brasil. No apartamento, dormiam, no entanto, o filho e a enteada do homicida.

Porto: juíza chocada com crime arrasa homicida

Durante uma discussão, cujos motivos ainda estão por apurar, Renato Farias matou Rayane à pancada. No dia seguinte ao homicídio, levou o corpo de carro até uma zona de mato, em Vila Nova de Gaia, onde o enterrou.

Só após ter sido detido, Renato Farias revelou aos inspetores o preciso local onde tinha deixado o cadáver. Naquele sítio foram encontradas ossadas, assim como as próteses mamárias e um sutiã pertencentes à mulher assassinada.

O arguido, que estava preso na cadeia anexa à Polícia Judiciária do Porto, foi julgado esta quarta-feira, 30 de janeiro, no Tribunal de S. João Novo pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver e falsidade e foi condenado a 15 anos de prisão efetiva.

Porto: juíza chocada com crime arrasa homicida

A postura do arguido durante o julgamento foi duramente criticada pela juíza presidente. Na leitura do acórdão, a juíza Bárbara Guedes considerou que o arguido não revelou remorsos ou sentimentos de culpa.

“Matou a vítima e levou-a até um espaço que servia de lixeira. Tratou-a como lixo. É chocante a leviandade com que tirou a vida a uma mulher jovem, bonita, mãe de filhos, que veio do Brasil e se sacrificou para sustentar a família”, disse a juíza, acrescentando que o arguido é “narcisista, egocêntrico e tem ainda falta de empatia”.

A magistrada afirmou ainda que, durante todo este tempo, Renato “só pensou em si”. Deixou, por isso, um conselho. “Pense mais na vida humana que tirou, na mãe que tirou a dois filhos”, rematou.

 

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