Proteção Civil contratou hélis sem espuma retardante para apagar fogos

Pelo sexto dia consecutivo, o incêndio em Monchique está fora de controlo. O vento forte e o facto de só terem água para combater o fogo estão a dificultar as operações de combate às chamas.

Proteção Civil contratou hélis sem espuma retardante para apagar fogos
Imagem: BV Guimarães

Os cerca de 40 helicópteros contratados pela Proteção Civil para o combate a incêndios rurais não estão equipados com produtos químicos para fazer face a fogos como os de Monchique, avança o JN.

Esta é uma realidade que contrasta com os apelos que bombeiros e especialistas em fogos fazem neste momento: que se tente conter com espumas e géis retardantes as chamas, que duram há cinco dias e perante as quais a água lançada pelos meios aéreos pouco sucesso tem tido.

Proteção Civil contratou hélis sem espuma retardante para apagar fogos

Segundo a Protecção Civil, “regista-se em todo o perímetro [do incêndio] fortes reactivações que, associadas à intensidade do vento, tomam de imediato grandes proporções”. O combate tem sido dificultado pela intensidade e constantes mudanças de direcção do vento e pela dificuldade de acesso dos meios terrestres ao terreno devido à densa vegetação existente, disse fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro (CDOS).

O fogo já avançou do concelho de Monchique para o concelho de Portimão e de Silves e, neste momento, o sítio de Falacho é um dos locais de maior risco. Populações estão deseperadas com a falta de eficácia do combate e receiam perder o que construíram numa vida.

 

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