Sacerdotes acusam Francisco de heresia

E o Sumo Pontífice diz que evita ler acusações de heresia para "preservar a sua saúde mental, apesar do desgosto".

Sacerdotes acusam Francisco de heresia
Imagem: Expresso

“Eu não leio as páginas da internet da chamada ‘resistência’. Sei quem são, conheço os grupos, mas não os leio, simplesmente para preservar a minha saúde mental. Quando há alguma coisa séria informam-me para que tome conhecimento. É um desgosto, mas é preciso seguir em frente”, disse o Papa Francisco a membros da Companhia de Jesus, com quem se encontrou no Chile.

O Papa partilhou com os jesuítas que é normal que exista oposição quando se levam a cabo mudanças e destacou que quando sente que existe resistência tenta dialogar, mesmo que as críticas tenham origem em pessoas que acreditam estar na posse da verdadeira doutrina e que lançam acusações de heresia.

Alguns extratos desta conversa foram editados esta quinta-feira no jornal italiano “Corriere della Sera” e serão públicados na íntegra na próxima edição da revista da Companhia de Jesus, “Civilta Católica”.

Recorde-se que, recentemente, foi divulgado através da internet um documento assinado por 60 historiadores, teólogos e sacerdotes que assinalam “sete possíveis heresias” contidas na exortação apostólica do Papa Francisco – “Amoris Laetitia” – e sobre a qual exigem que o Papa faça a revisão do texto.

Além disso, também é conhecida a posição de quatro cardeais, Raymond Burke, Walker Brandmuller, Carlo Cafarra e Joachim Meisner, que escreveram uma carta ao Sumo Pontífice sobre quatro dúvidas doutrinárias sobre o mesmo documento solicitando esclarecimentos.

 

Comente esta notícia