Saíram dos cofres do Benfica 1,8 milhões para saco azul

Águias pagaram falsos serviços informáticos, sendo depois a fortuna devolvida em notas. Três empresas de consultoria informática foram constituídas arguidas. Falta apenas saber quem do interior da estrutura do Benfica autorizou a lavagem do dinheiro.

Saíram dos cofres do Benfica 1,8 milhões para saco azul
Imagem: CM

Na sequência das buscas ao Benfica, na terça-feira passada, foram constituídas arguidas três empresas de consultoria informática e os seus administradores. Em causa, suspeitas de lavagem de dinheiro.

Tal como avança o CM, as águias pagaram a testa de ferro falsos serviços informático no valor de 1,8 milhões de euros, dinheiro que o Ministério Público suspeita que tenha sido desviado para um saco azul.

Numa nota publicada no seu site, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa adianta que foram constituídas “arguidas três pessoas singulares e três pessoas coletivas”, no âmbito da operação em causa. O Ministério Público irá agora identificar quem fez sair do Benfica quase dois milhões de euros, que serviam como pagamentos de serviços fictícios e eram depois recuperados em notas.

Saíram dos cofres do Benfica 1,8 milhões para saco azul

Segundo a Procuradoria, há indícios de que a SAD dos encarnados e a Benfica Estádio tenham realizado várias transferências bancárias num valor de 1.896.660,00 euros, para uma outra sociedade, a coberto de uma “suposta prestação de serviços de consultoria informática”. “Esta última sociedade terá sido utilizada com o único propósito de retirar dinheiro das contas do Benfica”, adianta a mesma nota.

Por esta razão, altos responsáveis do Benfica , de um núcleo restrito que tem poder e autonomia para aceder às finanças de clube e SAD, estão na mira da Polícia Judiciária por branqueamento de capitais e fraude fiscal.

O Benfica já reagiu a estas notícias, confirmando que, “no âmbito de uma investigação que envolve empresas terceiras, foi solicitada e recolhida informação junto dos serviços do Clube pelo facto de serem entidades que nos prestam serviços”. Os encarnados dizem sentir-se, por isso, “levianamente difamados”.

 

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