"Se a idade se medisse em bondade, o Roberto Leal teria uns três séculos"

Herman José era um dos amigos mais antigos de Roberto Leal e fez questão de partilhar quem era verdadeiramente o cantor.

Imagem: Youtube

Roberto Leal morreu na madrugada deste domingo, 15 de setembro, em São Paulo, no Brasil, onde vivia. Tinha 67 anos.

O cantor luso-brasileiro lutava contra um cancro de pele há dois anos. Herman José era um dos seus amigos mais antigos e conhecia a situação, por isso, “infelizmente já estava à espera”.

“Estava decorrente da evolução cruel do seu melanoma que, como é sabido, é um tipo de cancro que não perdoa. Tinha um sinal na perna e de repente descobriu que era muito mais do que isso”, disse numa entrevista realizada poucas horas depois de receber a notícia.

O humorista frisou que espera que o desaparecimento do músico sirva também de lição para que nunca se sobrevalorize a nossa pele ou sinais suspeitos. “Ele tinha esse problema, mas era um tipo extraordinariamente saudável e super elegante”.

funeral de Roberto Leal

Sobre o processo de luta contra a doença, Herman garantiu que “a vantagem do Roberto foi ter sido um homem de muita fé, o que lhe serviu de extraordinário paliativo”. E continuou: “Disse várias vezes que não tinha medo de morrer porque tinha a certeza que ia para junto do seu criador”.

A última vez que estiveram juntos foi num espetáculo no Casino Estoril, no Estoril, onde Roberto lhe fez “muita piçarra com a sua imaculada elegância”. “Mostrou-me os abdominais e fiquei cheio de inveja. Ele fazia duas horas de espetáculo aos pulos e aguentava. Não havia morte mais escusada”.

Por mais horas solitárias de tristeza e sofrimento que tivesse, Herman José revela que o músico luso-brasileiro era incapaz de exteriorizar isso, já que “era demasiadamente elegante”.

 

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