"Tenho vergonha de ser português"

Pardal Henriques, representante do sindicato dos motoristas de matérias perigosas,  acusou o Governo de esvaziar o direito à greve e de estar do lado dos patrões. "Acima disto só os serviços mínimos decretados a 150%".

Imagem: Jornal Económico

O anúncio de serviços mínimos decretados pelo Governo para enfrentar a greve convocada para o próximo dia 12 de Agosto foi recebida com muito desagrado por todos os sindicatos do setor, inclusive pela Federação de sindicatos, a Fectrans, que continua sentada à mesa com a Antram a renegociar o contrato colectivo de trabalho.

Depois deste anúncio, a Federação entende ser necessário “salvaguardar o direito à greve”, depois de o Governo ter decretado o que, na prática, “são serviços máximos”.

“No contexto desta greve por tempo indeterminado e da campanha desenvolvida em torno dela, o Governo determinou o despacho de serviços mínimos, que na prática são serviços máximos, que pela sua dimensão limitam esse direito por parte dos trabalhadores do setor, com uma fundamentação que é susceptível de ser utilizada de forma mais geral”, escreveu a Fectrans.

tenho vergonha de ser portugues

O representante sindical que fez declarações mais cáusticas ao anuncio do Governo foi Pedro Pardal Henriques, porta-voz do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas , que reagiu de forma cáustica ao anúncio de serviços mínimos decretados pelo Governo, ironizando que “acima disto só os serviços mínimos decretados a 150%”.

Em declarações à SIC Notícias, feitas mal acabou a longa conferência de imprensa em que estiveram presentes três membros do Governo, Pardal Henriques disse “ter vergonha de ser português”, num dia em que, acusa, viu o Governo do seu país a decretar “um verdadeiro atentado à democracia”.

Entretanto, o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas divulgou que já avançou com um pedido para impugnar judicialmente os serviços mínimos decretados.

 

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